terça-feira, 30 de junho de 2015

BELAS E PERSEGUIDAS - REVIEW

Estrelado por Reese Witherspoon e Sofía Vergara, "Belas e Perseguidas" tinha bons elementos para surpreender críticos e público: as atrizes também são produtoras do filme e a diretora Anne Fletcher é a mesma do delicioso "A Proposta", com Sandra Bullock. Entretanto, essa produção comandada por essas talentosas mulheres é um fiasco, infelizmente.

Com um roteiro preguiçoso que abusa de piadas de lugar comum, essa comédia provoca risos de vergonha alheia. As piadas são óbvias e apelam para a caricatura, o estereótipo e a histeria. Nada salva essa produção - nem o talento de Reese nem o ótimo timing cômico de Sofía.

Na história Reese é Cooper, uma policial "caxias" que cresceu sonhando em seguir os passos de seu pai, um grande policial que faleceu na ativa. Motivada a querer honrar o pai a todo custo ela se transforma numa das pessoas mais chatas que já existiram na face da Terra. A gente torce para ela calar a boca. Como Cooper cometeu um erro em campo, ela foi obrigada a assumir um cargo burocrático.

A oportunidade de voltar a ativa surge quando um casal, que deveria testemunhar contra um grande chefão do tráfico de drogas, necessita de escolta policial para o lugar do julgamento. Nessa ocasião, Cooper se vê no meio de um fogo cruzado entre duas gangues que acabam vitimando seu parceiro e uma das testemunhas. Então, cabe a ela a missão de levar a relutante Daniella Riva (Vergara) para cumprir a obrigação de testemunhar. Só que a senhora Riva é uma mulher fútil, com pouca capacidade intelectual e que quer fugir de qualquer jeito. As duas ainda devem fugir de policiais corruptos e capangas do traficante que querem acabar com elas.

O resultado dessa trama pouco criativa, onde personagens com características opostas se veem obrigados a passar por uma situação limite juntos e com isso aprender com as diferenças uns dos outros, é um filme fraco, sem graça e completamente esquecível.

Confira o trailer: 



quarta-feira, 24 de junho de 2015

VIRANDO A PÁGINA - REVIEW

"Virando a Página" é um daqueles filmes fofos e descompromissados para se ver numa tarde chuvosa comendo bombom. Apesar de ter um roteiro bem redondinho, a trama não é muito inspirada e se apóia muito no carisma de Marisa Tomei e Hugh Grant, o casal protagonista.

Na história, Keith Michaels (Grant) é um roteirista de Hollywood que, após um único grande êxito em sua filmografia, é obrigado a lecionar em uma universidade para ter como se sustentar. Ele deixa a ensolarada Los Angeles e segue para a chuvosa Binghamton, nos arredores de Nova York. Assim, do convívio com seus alunos e a descoberta de um novo interesse amoroso, surge a oportunidade de Michaels dar um novo fôlego a sua quase extinta carreira. 

Grant está como sempre, interpretando o mesmo papel desde "Quatro Casamentos e um Funeral. Pode-se dizer que Keith é uma mistura de Alex Fletcher de "Letra e Música" com Will Freeman de "Um Grande Garoto": um homem cínico, egocêntrico, fracassado (que já teve dias de glória) que se transforma ao encontrar algum significado em sua vida solitária. 

Marisa Tomei dá uma certa credibilidade a uma personagem que poderia facilmente cair na caricatura e se tornar chata. Ainda bem que não o que acontece aqui.

Conclusão: o filme é legal, mas não espere se surpreender. 
"Virando a Página" já está em cartaz em todo Brasil.

terça-feira, 23 de junho de 2015

AZUL É A COR MAIS QUENTE (MACARRÃO À BOLONHESA)

"Azul é a Cor Mais Quente" é um filme francês de 2013, que conta a história de amor entre Adèle e Emma. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, "Azul" gerou muita controvérsia ao exibir uma longa cena de sexo quase que explícito entre as duas protagonistas. Se você tem um gosto mais conservador, provavelmente não gostará da película. À despeito dessa sequência, a produção retrata a descoberta do amor e da sexualidade de uma adolescente e o amadurecimento de uma  relação vivida à dois com seu começo, meio e fim. 

Adèle, enquanto ainda mora com os pais, aprende a receita mais famosa de seu pai: macarrão à bolonhesa. Depois, já morando com Emma, ela chega a cozinhar a massa para receber convidados. Ok, ok. é batido, eu sei. Mas vou aproveitar para passar para vocês a MINHA versão dessa receita. Espero que gostem!

Macarrão à bolonhesa

Ingredientes:

3 ovos
400g de carne moída
500g de macarrão espaguete
2 pacotes de molho de tomate
2 tomates
1 cebola
3 dentes de alho
Azeitonas pretas
orégano
manjericão
sal, pimenta do reino e azeite

Modo de Preparo:

Coloque os ovos para cozinhar.


Encha uma panela com capacidade para 1 litro com água e coloque para ferver. Adicione sal e azeite.


Em uma outra panela, esmague três dentes de alho e refogue no azeite.


 Pique os tomates e a cebola.


Adicione a carne ao alho refogado e tempere com o orégano, sal e pimenta do reino. 


Quando a água ferver, adicione o macarrão. Na outra panela, adicione o tomate e a cebola picados com as azeitonas.


 Acrescente os pacotes de molho de tomate. Rale queijo parmesão por cima.


Decore com os ovos cozidos e com folhas frescas de manjericão.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

10 CRÉDITOS INICIAIS DE FILMES QUE VALEM A PENA REVER

A sequência de abertura de um filme, onde aparecem os créditos da produção, nem sempre é algo a que damos importância. Geralmente queremos que passe logo para "ir ao que interessa". Entretanto, além de ser uma forma de fazer o espectador embarcar no clima do que ele está prestes a assistir, também pode ser uma forma diferente de exercitar a criatividade narrativa e que pode trazer um resultado bem interessante.

Confira uma lista com dez créditos iniciais geniais.

1- PRENDA-ME SE FOR CAPAZ (2002)
Dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, esta produção sobre um vigarista superinteligente que engana até o FBI tem uma abertura com uma animação bem divertida e uma trilha sonora marcante. Veja aqui:


2 - SENHOR DAS ARMAS (2005)
Narrado do ponto de vista de uma bala - desde sua fabricação até o seu desfecho explodindo a cabeça de uma criança - essa abertura é tão impactante quanto verdadeira. O filme, que é uma ficção à respeito do tráfico de armas, é um dos melhores do ator Nicolas Cage, que estrela a produção. 



3- SUPERBAD (2007) 
Produzido por Judd Apatow, escrito por Seth Rogen e estrelado por Michael Cera e Jonah Hill, o filme é uma comédia sensacional sobre o universo de adolescentes que querem sair de qualquer jeito de virgemzone. A abertura é um bônus à parte, mostrando nossos protagonistas desfilando seus dance moves ao som de uma música funky dos anos 70.



4- WATCHMEN (2009)
Dirigido por Zack Snyder, essa produção é uma adaptação da graphic novel concebida por Alan Moore. Mas sua abertura, embalada pela voz marcante de Bob Dylan, é quase uma poesia que narra, em poucos minutos, várias décadas da história americana. Vale a pena o clique:



5- O ILUMINADO
Clássico filme dirigido por Stanley Kubrick e adaptado do livro homônimo de Stephen King. O início da película já define o tom e o humor da trama que conta a história de um escritor (Jack Nicholson) que se isola com sua esposa e filho em um hotel fechado na temporada de inverno.  Enquanto presta serviço como zelador do hotel, Jack procura dar vida ao seu projeto de escrever um livro. Entretanto, O ambiente claustrofóbico e o isolamento não fazem bem pra cuca no escritor. Enquanto acompanhamos o carro de Jack até o hotel a trilha sonora já nos dá arrepios. Veja:



6-MILENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (2011)
Ao som eletrizante da música "Immigrant Song", do Led Zeppelin, com vocais de Karen O, a abertura do filme é uma orgia de elementos cênicos e visuais, numa alegoria insana à trama dirigida por David Fincher. Clique e confira:




7- SWEENEY TODD:  O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET
Mais uma cria da parceria Tim Burton/Johnny Depp, o musical apresenta uma das melhores performances de Depp na telona. Tanto que sua atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar. A abertura desse filme é tão macabra e soturna que merece estar nessa lista. Cata o vídeo:


8- JUNO (2007)
A criatividade é a palavra de ordem nessa abertura que usa o recuso da animação como diferencial. Com roteiro premiado no Oscar e estrelado por Ellen Page, Juno também conta com uma ótima trilha sonora. 



9- PSICOSE (1960)
Aqui, o mérito é integralmente da trilha sonora assinada por Bernard Hermann que ainda é arrepiante mais de cinquenta anos depois. 




10- FRANQUIA JAMES BOND (1962-?)
Difícil escolher apenas uma. Todos os 23 filmes da série têm entradas bem elaborados que são umas das marcas registradas da franquia. Algumas são históricas, pois marcaram época, como "O Espião Que Me Amava" (1977), com a música "Nobody Does it Better" (de Carly Simmon) e outras lendárias como a de "Viva e Deixe Morrer" (1973), com a música "Live and Let Die" (de Paul McCartney). Mas como essa é a minha lista, vou ser parcial e escolher a minha preferida que é "Skyfall", com a música de mesmo nome da Adele. Adoro! Confira:

quinta-feira, 18 de junho de 2015

DIVERTIDAMENTE - REVIEW

Mais uma produção da Pixar chega aos cinemas esbanjando criatividade e inovação. E não estou falando de inovações tecnológicas e sim de caráter narrativo. É a complexidade do roteiro e suas nuances que são a melhor coisa de "DivertidaMente". Uma trama inteira centrada na cabeça de uma menina de onze anos, que usa suas emoções como personagens, é uma premissa um bocado diferente do que temos visto por aí. 

Na história, alegria, tristeza, medo, raiva e nojinho são as emoções bases de todos os seres humanos e a nossa cabeça é o centro de comando onde eles "operam" nossa criatividade, nossa memória e nossas reações às mudanças impostas pela vida. No caso de Riley, suas emoções perdem o controle diante da realidade de uma mudança de cidade (seus pais resolvem se mudar de Minnesota para São Francisco). Além disso, a alegria e a tristeza se perderem do resto do grupo. Imagine uma pré-adolescente regida somente por medo, raiva e nojo? (essa sou eu toda segunda feira de manhã rs)

A dinâmica entre as emoções é criada de acordo com o próprio desenvolvimento de Riley. A alegria é uma líder nata (também foi a primeira a chegar). A tristeza é a deslocada, pois os outros não entendem muito bem o que ela faz ou para que ela serve. Depois de reviravoltas no subconsciente de Riley, aprendemos que a tristeza tem sua função e importa tanto quanto os outros sentimentos.

Só a Pixar seria capaz de executar tão bem um conceito tão original como esse, afinal, graças ao estúdio, conseguimos amar um ratinho que cozinha, brinquedos que interagem, robôs que se apaixonam e a vida prosaica de um casal de velhinhos. "DivertidaMente" pode não ser o melhor longa da Pixar (esse é o décimo quinto), mas com certeza é o mais ousado. 

Confira o trailer: 


quarta-feira, 17 de junho de 2015

LUGARES ESCUROS - REVIEW

O suspense "Garota Exemplar" chegou aos cinemas em 2014 e logo tornou-se sucesso incontestável de crítica e bilheteria. O filme foi considerado um dos melhores daquele ano. Infelizmente, o mesmo não se pode esperar de "Lugares Escuros", outra adaptação da obra de Gillian Flynn. 

Estrelado por Charlize Theron, o longa apresenta vários elementos intrigantes e oferece uma premissa interessante: única sobrevivente do massacre que vitimou sua mãe e irmãs, mulher deve confrontar seus demônios, quase trinta anos depois, para descobrir se seu irmão foi realmente o responsável. Entretanto, o resultado é um tanto decepcionante e as resoluções oferecidas ficam aquém do que o argumento poderia oferecer.

Não estou dizendo que é um filme necessariamente ruim. Em alguns momentos, chega a ser bem empolgante e Charlize consegue manter uma atuação bem consistente ao longo da trama. O excesso de informações secundárias é a principal fonte de desconforto e acaba desviando a atenção do conflito principal. São muitas coisas para administrar: a suposta pedofilia do irmão, cultos satânicos, os problemas financeiros da família, a namorada louca do irmão, o pai explorador e agressivo, etc. Além do uso abusivo de flashbacks que acabam sendo uma saída preguiçosa para explicar o que aconteceu.

Um diretor mais preparado, como David Fincher (diretor de "Garota Exemplar"), poderia sugerir reviravoltas mais emocionantes e, talvez, fazer "Lugares Escuros" se equiparar em qualidade ao seu antecessor. O resultado aqui, entretanto, é apenas regular.

Confira o trailer:



domingo, 14 de junho de 2015

COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - CODORNAS AO MOLHO DE ROSAS

"Como Água Para Chocolate" é um filme mexicano de 1992 baseado na obra de Laura Esquivel. A produção fez grande sucesso chegando a receber uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de Filme Estrangeiro. Uma história romântica e sensual, recheada com os mais diversos pratos na culinária mexicana.


Na história, Pedro e Tita vivem um amor proibido. A mãe de moça quer que ela fique solteira para ter quem cuide de si quando estiver na velhice, costume muito comum no México naquela época. Então Pedro aceita casar-se com a irmã mais velha de Tita só para poder ficar perto da amada. Ao passar do anos, Tita usa seu dom para cozinhar como uma maneira de extirpar suas frustrações. E ela está tão ligada à cozinha, que sua emoções passam quase que sobrenaturalmente para o alimento afetando diretamente quem o consome.

Na cena em que Pedro dá rosas a Tita, pelo fato de ela estar há um ano como cozinheira da família, a moça prepara uma receita de codornas com pétalas de rosas. Uma energia erótica avassaladora toma conta de quem prova do prato. Confira a cena aqui:


Para recriar a receita, tive alguns desafios. O primeiro: encontrar codornas no Rio de Janeiro, o que não é nada fácil. Felizmente descobri a loja Chic Chicken, no Leblon, que abastece os mais renomados restaurantes cariocas. O dono, Saul Wilson, e sua esposa Rosali, são dois amores. Vale a pena a visita, para quem tem interesse numa culinária um pouco mais sofisticada. E o melhor: as codornas já estão desossadas, prontinhas para fazer.

O segundo desafio foi encontrar as rosas. Rosas de floricultura não são indicadas para o consumo como alimento. É impossível encontrar pétalas de rosas orgânicas comestíveis no Rio de Janeiro. A solução que eu encontrei foi usar geleia de pétalas de rosas e rosas brancas desidratadas para fazer chá. Os dois itens eu encontrei na Cobal do Humaitá. Nada muito caro.

A receita não é idêntica a de Tita, mas é a minha versão.



Siga o passo a passo e bom apetite!

Codornas ao molho de rosas:

Ingredientes:

Manteiga
2 codornas desossadas
Sal e pimenta do reino moída na hora
Anis estrelado
1 colher de sopa de geleia de pétalas de rosa
1 colher de sopa de rosa branca
1 colher de sopa de mel
1 cebola pequena
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de tequila
1 colher de sopa de amido de milho

Modo de Preparo:

Coloque a manteiga para derreter e tempere as codornas com sal e pimenta do reino à gosto.

Frite as codornas até ficarem douradas e reserve. Passe a cebola e o alho no processador até ficar com uma consistência pastosa. leve ao fogo baixo na mesma panela em que foram fritas as codornas. Adicione a rosa branca e um como de água de 300 ml. 



Em um pilão, triture o anis estrelado e misture a geleia e o mel.



Despeje a mistura com a cebola e o alho. Adicione a tequila e o amido de milho. Cozinhe até engrossar. Volte as codornas para a panela e deixe cozinhar por mais dez minutos. 


Use pétalas de rosa vermelha para decorar.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

JURASSIC WORLD - REVIEW

"Jurassic World" é a realização do que sonhamos desde 1993", afirma Jack Horner, paleontólogo que prestou consultoria nos quatro filmes da franquia visionada por Steven Spielberg. E as palavras dele são 100% comprovadas nessa produção que chega aos cinemas  amanhã, dia 11 de junho. Estrelado por Chris Pratt (de "Guardiões da Galáxia") e Bryce Dallas Howard (de "Histórias Cruzadas), essa nova sequência está calibrada com muita adrenalina e promete ser uma das maiores bilheterias do ano.

"Jurassic World" consegue, com efeito, ser um ótimo filme de ação/aventura, com um bom roteiro, fazendo justiça ao primeiro filme e honrando seu teor nostálgico. Falando francamente, o segundo e o terceiro capítulos da franquia foram uma bosta regulares. Tanto que "Jurassic World" é considerado sequência direta do filme de 1993. E o filme entrega o que promete. 

Dessa vez, encontramos o parque jurássico funcionando com milhares de visitas diárias. A executiva Claire está à frente da direção do lugar e recebe seus dois sobrinhos para o que deveria ser um fim de semana em família. Entretanto, a moça está muito ocupada com o que será a nova atração do parque. Somos, então, apresentados ao Indominus Rex, um dinossauro híbrido que, além de ser uma máquina letal, é também inteligente (com habilidades de camuflagem e de mudar a temperatura do corpo, por exemplo). Claire chama Owen, um ex-militar para checar a segurança da jaula do bicho, que engana todo mundo e foge de seu cativeiro. Aí a coisa ficou feia. Owen, que tem se dedicado ao projeto de domar e treinar velociraptors, passa então a tentar capturar/eliminar essa ameaça. 

Excluindo-se alguns diálogos meio melosos com discursos de coragem e relacionamento (são poucos, graças a Deus), o longa nos proporciona cenas divertidas, com um alívio cômico muito eficaz para contra-balancear as cenas de tensão. Além disso, tem dinossauros incríveis, malvadões e furiosos que comem muita gente (é isso que a gente espera ver né haha).  

Chris Pratt, o cara mais legal do momento, está muito bom no papel de Owen. Fazendo um tipo "muy macho" no melhor estilo de cara que você-escolhe-pra-te-proteger-quando-a-coisa-fica-preta, Pratt é união perfeita de boa atuação, timing cômico preciso e físico adequado para salvar o mundo. 

Pessoalmente eu amei. Senti novamente aquela emoção do primeiro filme, com direito a gritos, sobressaltos e gargalhadas e aplausos. Essas foram as minhas reações. Fiquei emocionada de verdade. O sentimento me remeteu às férias que passei em Orlando, quando fui na atração do filme no Parque da Universal. É um misto de emoções que não sei explicar. Eu recomendo muito! Por favor, assistam!

Essas são algumas fotos da atração no parque da Universal de Orlando. 


terça-feira, 9 de junho de 2015

"MUITOS HOMENS NUM SÓ" - REVIEW

Baseado em um conjunto de obras de João do Rio, "Muitos Homens Num Só", que chega aos cinemas no dia 25 de junho, conta a história de Dr. Antônio, pseudônimo de um famoso larápio do início do século passado. Assumindo várias identidades e usando a conveniência de sua boa aparência, o meliante transita tranquilamente pela aristocracia carioca enquanto furta seus pertences em quartos de hotéis. 

Uma premissa intrigante que é muito bem desenvolvida. Em meio a essa bolha de filmes de comédia que domina o cinema nacional, esse thriller é um revigorante sopro de criatividade e um exemplo de roteiro não só bem escrito, mas redondo, direto e crível, sem dispensar um certo romantismo nostálgico. 

A história desse bon vivant (vivido por Vladimir Brichta em atuação sólida), que deixa sua família de posses no sul para viver na boemia carioca é um começo interessante. Quando ele conhece Eva (personagem de Alice Braga), era muito possível fazer um roteiro que pegasse um caminho fácil e caísse num melodrama de dar cólicas. Mas é exatamente o contrário que acontece. O desenvolvimento dos personagens se dá de uma maneira muito orgânica e fica fácil entender as escolhas das personagens. 

"Muito Homens Num Só" é um filme brasileiro que é um ponto fora da curva. Primeiro
porque é bom. Segundo porque é um desafio. Sim! Um desafio! Uma produção independente levada às telonas pela persistência de sua realizadora - Mini Kerti - que levou dez anos para chegar até você, espectador. 

Entre captação de recursos, escalação de elenco, entre outras coisas, Kerti conseguiu filmar um longa de época (início do século XX), no Rio de Janeiro (com locações que incluíram a Confeitaria Colombo e a Biblioteca Nacional) em curtas quatro semanas. Desconte aí o tempo necessário para fazer o figurino e a maquiagem adequada, o que levava cerca de duas horas.

Com esse material, a diretora conseguiu montar um filme com um roteiro enxuto, uma bela fotografia, uma direção de arte impecável e com atuações precisas. Vladimir Brichta e Alice Braga estão muito bem juntos e a química entre eles é palpável nas telas.  

São filmes como esse que me fazem acreditar que o cinema brasileiro tem muita coisa boa para oferecer. Ainda há esperança!

Confira o trailer:


sábado, 6 de junho de 2015

5 CASOS DE MARCAS QUE MUDARAM O RUMO DE UM FILME

Há uma prática muito comum na indústria cinematográfica conhecida como product placement. Sabe quando uma marca muito famosa aparece bem grande em um filme e você logo pensa: "puxa vida! Que descarados!". Pois saiba que está marca pagou bem caro para aparecer exatamente naquele momento e dependendo da grandeza de um filme, ajudou a definir o estilo de muito gente. 

Imagine se o Maverick, interpretado por Tom Cruise em "Top Gun - Ases Indomáveis" (1886) não usasse aquele óculo tipo aviator da Ray-Ban? Ou se o Marty McFly, de "De Volta Para o Futuro" (1985) não usasse aquele tennis Nike? Pois é...   

Apesar de vários filmes terem cases super interessantes nesse aspecto, acho muito mais interessante quando a marca é incorporada pela narrativa e tornando-se indispensável para o desenrolar da trama.

Confira abaixo uma lista com cinco exemplos de product placement que fizeram parte da história do filme.

1- O Náufrago - Fedex e Wilson.

Em "O Náufrago", de Robert Zemeckis, Tom Hanks é Chuck, um funcionário da empresa de entregas que acaba em uma ilha após um acidente de avião. O acidente ocorre enquanto ele está viajando a trabalho. Quando está na ilha alguns pacotes de entrega chegam boiando à praia e dentro de um deles está uma bola da marca Wilson. Em um momento de extrema solidão, Chuck vê em Wilson sua única companhia e, apesar de ser um objeto inanimado, a bola é o que mantém sua sanidade de certa forma. Se não fosse por Wilson, talvez Chuck não tivesse condições de lutar por sua sobrevivência.



2- Transformers - Camaro (Chevrolet)

Nesse caso, o produto é um dos personagens mais queridos da franquia (que tem um gazilhão de outros produtos desfilando sem a menor vergonha por todos os quatro filmes da série). O camaro amarelo é Bumblebee, fiel escudeiro de Shia LaBeouf. Imagine o que seria do filme sem o simpático robô que garante alguns dos melhores momentos do filme?


3- De Volta Para o Futuro - Calvin Klein e DeLorean

Apesar do filme mencionar várias marcas (Nike, Pepsi), a Calvin Klein merece destaque nessa lista por sua "interferência" na trama. Na cena em que Marty é acordado por sua mãe do passado, ela o chama de Calvin Klein, porque está escrito na cueca dele. Ele se aproveita desse equívoco e passa a assumir essa identidade de "Calvin" em sua estada no passado. Genial. Além da grife, o DeLorean é outra marca que cresceu muito graças à franquia, já o carro é não só um veículo, mas também um personagem da trama. 


Eu e o DeLorean no Parque Universal em Orlando

4- Os Estagiários - Google

Aqui não tem nem muito o que falar, já que o objetivo dos protagonistas é conseguir uma vaga de estágio na própria Google. O filme é todo sobre essa empresa e como lá é um lugar irado muito bom de se trabalhar. 


5- Madrugada Muito Louca - White Castle

Dois amigos, usuários de maconha substâncias fitoterápicas, embarcam em uma saga para satisfazer seu desejo de comer um delicioso sanduíche da rede White Castle. Embora não seja muito conhecida no Brasil, a lanchonete é quase um personagem à parte da trama, tanto que seu nome aparece no título original do filme (Harold & Kumar Go to White Castle). 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

TORTA BANOFFEE DE SIMPLESMENTE AMOR

Se minha vida fosse uma comédia romântica, a direção seria de Nancy Meyers (Simplesmente Complicado, Alguém Tem Que Ceder) e o roteiro seria de Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill, Quatro Casamentos e Um Funeral). 

Curtis, também é o responsável pelo fofíssimo "Simplesmente Amor". Nesta produção de 2003, acompanhamos a história de oito casais durante a época de Natal. Um desses casais, interpretados por Keira Kneightley (Juliet) e Chiwetel Ejiofor (Peter), é na verdade um triângulo amoroso. 

Mark (Andrew Linconl, o Rick Grimes de “The Walking Dead) é o melhor amigo de Peter, mas tem uma paixão secreta por Juliet. E ela só descobre isso ao ver o vídeo de seu casamento filmado por Mark.

Esta cena (que exige lencinho de papel do lado do sofá) começa com Juliet tentando quebrar o gelo oferecendo um pedaço de torta Banoffee para Mark. Um clássica sobremesa inglesa, à base de bananas, que leva toffee no recheio. Mas, eu decidi abrasileirar substituindo por doce de leite.

Veja a cena aqui:



Torta Banoffee

Ingredientes:

150g de biscoito de Maisena
100g de manteiga sem sal
400g de doce de leite
bananas picadas (o quanto precisar para uma camada)
300g de creme de leite fresco
50g de açúcar

Modo de Preparo:

Coloque o biscoito no liquidificador e triture até formar uma farinha. 





Coloque esse pó em um recipiente e adicione a manteiga. 


Misture até formar uma massa grossa e homogênea. Coloque em uma fôrma de fundo removível untada. Se você não tiver uma fôrma de fundo removível (que é o meu caso) use um papel manteiga por baixo da massa para facilitar o desenformamento. Eu não sabia dessa dica e meio que me embananei. Acabei tendo dificuldade e não desenformei. Não cometa o meu erro. Usar uma fôrma de fundo removível facilita muito o processo.


Aperte bem na forma e leve para assar por dez minutos no forno a 1800C.  



Espalhe o doce de leite por cima da massa assada. 


Coloque uma camada de banana picada em rodelas. 


Misture o creme de leite fresco com o açúcar em uma batedeira. Despeje por cima como cobertura.


Leve à geladeira por, no mínimo, duas horas.  Na hora de servir, polvilhe um pouco de chocolate em pó pra ficar mais bonito.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

"EXTERMINADOR DO FUTURO GÊNESIS" REDEFINE A FRANQUIA

Notícias quentinhas sobre o novo capítulo da franquia "Exterminador do Futuro". O próprio Governator Arnold Schwarzenegger veio ao Brasil para realizar uma coletiva de imprensa onde ele contou como foi encarnar mais uma vez o personagem mais icônico de sua carreira.

Com uma pele bronzeada e uma vitalidade surpreendente aos 67 anos, Arnold mostrou muita simpatia ao responder às perguntas dos jornalistas e falou desde detalhes da produção a sua forma física, além de mencionar brevemente sua passagem pela política e os altos e baixos na sua vida pessoal.

Em uma prévia, exibida em primeira mão, a ação e os novos conflitos só aumentaram as expectativas de tentar mais uma vez emplacar um filme da franquia. Isso porque "Exterminador 3" e "Exterminador - A Salvação" ficaram muito aquém do que esperava para uma marca desse calibre. 


"Exterminador Gênesis" é ousado. O filme se propões a reescrever toda a linha do tempo, fazendo com que o T-800 de 2014 intercepte o T-800 de 1984, antes que ele comece sua caçada por Sarah Connor. Para o espectador que não viu os outros quatros filmes, imagino que não isso será um problema, pois será uma história inédita. Mas para os fãs, será delicioso ver as cenas do primeiro e do segundo Exterminador remontadas com fidelidade à criação de James Cameron. 

Agora John Connor é a ameaça, que se apresenta como uma espécie de híbrido entre humano e máquina. Sarah Connor é defendida com empenho pela talentosa Emilia Clarke (de Game of Thrones). "O grande desafio de fazer a Sarah é superar a performance de Linda Hamilton (nos filmes de 1984 e 1992). Emilia fez um belo trabalho e fiquei feliz com a escolha", disse Arnold. 

Sobre sua forma, Arnold explicou que se submeteu a uma rotina de exercícios diários com duração de duas horas. E, de fato, ele está muito bem. É um retorno em grande estilo muito aguardado. Ele ainda mencionou seus futuros projetos que incluem uma sequência para "Irmãos Gêmeos", com Danny deVito e outra para "Conan o Bárbaro". Realmente a nostalgia está na moda em Hollywood.  

Confira o trailer:

5 DETALHES ALEATÓRIOS EM FILMES QUE VOCÊ PODE NÃO TER PERCEBIDO

Sempre que assistimos a um filme que não é brasileiro, muitas vezes nos deparamos com piadas e referências que se perdem na tradução. Ou, em outros casos, passam batido porque você não entendeu mesmo. Algumas são escancaradas, outras são detalhes que só fãs percebem, e algumas vezes são coisas inusitadas que a mente explode quando entendemos. 

Confira uma lista de cinco referências que talvez você não tenha percebido. 

1 - Guardiões da Galáxia (2014)

Peter Quill (Chris Pratt) faz uma piada mencionando o pintor de arte abstrata Jackson Pollock: 

Gamorra: "Sua nave é nojenta"
Peter: "Ela não faz ideia. Se eu tivesse uma luz negra, esse lugar pareceria uma pintura de Jackson Pollock". 

Vamos lá: Jackson Pollock foi um pintor conhecido por desenvolver uma técnica de pintura usando gotas de tinta pingando na tela. Ou seja, a nave de Peter teria "gotas" de "alguma coisa" espalhadas pela nave, que só poderiam ser vista sob a luz negra. Sim. Essas "gotas" de "alguma coisa" são o que você está pensando. Sim. É de conotação sexual. E a fala é dita tão sutilmente que você quase não acredita no que está ouvindo e não entende como um filme "família" não cortou uma piada com esse teor.


Pintura de Jackson Pollock
2- Saga Star Wars 

Anakin Skywalker, também conhecido com Darth Vader, sofreu muito antes de se tonar esse grande Lorde Negro (Sith Lord). Isso provavelmente pode ter a ver com questões mal resolvidas com a figura paterna. Ele cresceu sem pai, foi afastado da mãe para fazer um treinamento intenso, e tinha uma relação com o Imperador Palpatine, de mentor/pupilo, que em um momento crucial foi destruída. Além disso, umas das grandes revelações da saga é que ele é o pai de Luke. Mas se pararmos para pensar, VADER significa PAI em holandês, ou seja, no nome do grande vilão da trama está um dos temas centrais do filme.


3- Madagascar (2005)

Em um momento de intensa fome, o leão Alex sonha com bifes chovendo em cima dele. O que talvez tenha passado despercebido é que é cena é uma referência direta ao filme "Beleza Americana" (1999) com a mesma trilha sonora inclusive. Compare:




4- Clube dos 5 (1985) 


O amado filme "clássico de Sessão da Tarde", que completa 30 anos neste ano, reúne em uma tarde de castigo cinco estereótipos da escola: a patricinha (Molly Ringwald), o atleta (Emilio Estevez), o nerd (Anthony Michael Hall), o durão (Judd Nelson) e a maluca (Ally Sheedy). O detalhe aqui é a placa do carro da mãe de Brian, o nerd, que é nada menos que EMC 2, em referência à fórmula da teoria da relatividade de Einstein. Sacou?




5- K9 - Um Policial Bom Pra Cachorro (1989)


Outra pérola de Sessão da Tarde. Eu nunca entendi o porquê do K9. Acontece que a divisão de cães usadas pela polícia americana recebe essa identificação. Simplesmente por que se pronuncia "kei naine", mesmo som da palavra canine, que significa canino em português. Mind Blowing rs