terça-feira, 29 de setembro de 2015

FOX DIVULGA IMAGENS E TRAILER OFICIAL DE "REGRESSO"

A Fox Film do Brasil divulga o novo trailer de “O Regresso”, filme dirigido por Alejandro González Iñárritu e protagonizado por Leonardo DiCaprio.

Inspirado em eventos reais, “O Regresso” é uma experiência cinematográfica imersiva e visceral, capturando a épica aventura de sobrevivência de um homem e o extraordinário poder do espírito humano.

Numa expedição pelas florestas norte-americanas selvagens, o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é brutalmente atacado por um urso e abandonado à morte pelos companheiros de sua própria equipe de caçadores.

Para sobreviver, Glass resiste ao sofrimento inimaginável, bem como a traição de seu confidente John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado por pura força de vontade e amor à sua família, Glass deve enfrentar um inverno cruel e uma busca incessante para sobreviver e encontrar a redenção.

“O Regresso” é dirigido e escrito pelo renomado cineasta, ganhador do Oscar® Alejandro González Iñárritu (Birdman).


O filme estreia dia 4 de fevereiro de 2016.

Confira o trailer aqui:


Veja algumas imagens aqui:






quinta-feira, 24 de setembro de 2015

FESTIVAL DO RIO TERÁ MOSTRA EM HOMENAGEM A ORSON WELLES

A Mostra Orson Welles in Rio coloca o Festival do Rio no circuito mundial de comemorações do centenário do nascimento do diretor, ator, dramaturgo e radialista americano que marcou o século XX como uma de suas mais instigantes e criativas personalidades.

Além de uma seleção criteriosa de filmes, que enfatiza os inacabados e os restaurados, o Festival, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil e a Universidade Federal Fluminense, ainda promove mesas e encontros no CCBB, com a participação dos mais importantes críticos e especialistas de uma obra marcada pela complexidade e pela inquietude (abaixo a programação).

A mostra vai priorizar obras raras como “Wellesiana: Raridades de Orson Welles”; “Too Much Johnson” (1938), redescoberto em 2014; “Soberba”; as versões restauradas de “Otelo” e “Falstaff - O toque da meia noite”, a versão integral da série documental “Volta ao Mundo com Orson Welles”, realizada para o canal de TV britânico ITV, e outros documentários a respeito do cineasta.

ORSON WELLES IN RIO

ENCONTROS NO CCBB (entrada gratuita mediante senha)

sexta, 9 de outubro 15:00

ORSON WELLES AOS 100: UM PANORAMA (James Naremore, Indiana University)

ORSON WELLES NA ESPANHA (Esteve Riambau, Filmoteca de Catalunya)

Mediação: Adalberto Müller (Universidade Federal Fluminense)

sábado, 10 de outubro 10:30

ORSON WELLES E O CINEMA NOVO (Nelson Pereira dos Santos, diretor)

WELLES, GLAUBER E SGANZERLA (Joel Pizzini, diretor)

Mediação: João Luiz Vieira (Universidade Federal Fluminense)

sábado, 10 de outubro 15:00

'HELLO AMERICANS!' WELLES E A POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA (Darlene Sadlier, Indiana University)

IT'S ALL TRUE: WELLES E O BRASIL (Catherine Benamou, University of California)

Mediação: João Luiz Vieira (Universidade Federal Fluminense)

PROGRAMAÇÃO:

MOSTRA ORSON WELLES

CCBB, Oi Futuro Ipanema, IMS, Cine Arte UFF
 (serviço completo no www.festivaldorio.com.br)

ORSON WELLES, AUTÓPSIA DE UMA LENDA

(Orson Welles, Autopsie d’une légende)

de Elisabeth Kapnist. Com David Thomson, Henry Jaglom, Joseph McBride. França, 2015. 56min,digital.

Monstro sagrado da sétima arte, mito personificado do criador, Orson Welles é o homem que reinventou a linguagem cinematográfica aos 24 anos. Quem se esconde por trás desta figura impressionante? Por que Welles deixou muito mais filmes incompletos do que completos? A chave para esse mistério pode estar em uma frase do próprio diretor: “Eu comecei no topo e desde então venho vindo ladeira abaixo”. O filme é uma viagem ao encontro do homem por trás de sua lenda, em um percurso que nos leva pelo labirinto da sua fantasia e dos seus humores. Cannes Classics 2015.

Orson Welles in Rio - (LEP, LI) - 12 anos

SAB (3/10) 14:00 Oi Futuro Ipanema

SEG (12/10) 20:00 CCBB - Cinema 1

THIS IS ORSON WELLES

(This Is Orson Welles)

de Clara Kuperberg, Julia Kuperberg. Com Peter Bogdanovich, Henry Jaglom, Martin Scorsese, Chris Welles, Joseph McBride. França, 2015. 53min,digital.

Orson Welles deixou sua marca indelével no século XX. Como falar de Welles sem cair em exageros ou excessos? Este documentário mostra o homem por trás do mito, através de uma rara entrevista com o diretor e de lembranças de admiradores como Martin Scorsese e Henry Jaglom, sua filha mais velha, Chris Welles, e seus grandes amigos, o cineasta Peter Bogdanovich e o crítico Joseph Mc Bride. Do escândalo de Guerra dos mundos aos anos na RKO e o exílio na Europa, Welles fala com humor e emoção de seus erros, sucessos e como se deu sua educação na arte do cinema. Cannes Classics 2015.

Orson Welles in Rio - (LP, LP) - 12 anos

QUA (7/10) 14:00 Oi Futuro Ipanema

SEX (9/10) 18:00 CCBB - Cinema 1

TOO MUCH JOHNSON

(Too Much Johnson)

de Orson Welles. Com Joseph Cotten, Virginia Nicolson, Edgar Barrier, Arlene Francis. Estados Unidos, 1938. 61min,DCP.

Em 1938, três anos antes de Cidadão Kane, Orson Welles filmou este delicioso pastiche silencioso. Sua intenção era editar o material em três partes, que seriam projetadas antes de cada ato da montagem da peça homônima de William Gillette, que ele e seu grupo, o Mercury Theatre, estavam produzindo. A peça tocava em temas que estariam presentes na cinematografia de Welles no futuro: segredos, mentiras, falsas identidades e locações exóticas. O diretor não terminou a edição das imagens, que ficaram de fora da montagem teatral. Esquecido por uma década, o material foi tido como perdido, até uma cópia em nitrato ser encontrada em um galpão em Pordenone, Itália, em 2008. Em 2013, foi lançada essa versão restaurada, graças aos esforços da National Film Preservation Foundation, da George Eastman House, da Cineteca del Friuli e da Cinemazero.

Orson Welles in Rio - (SD, SD) - 12 anos

SEX (2/10) 20:00 CCBB - Cinema 1 ***

QUA (7/10) 14:00 Instituto Moreira Salles ***

SEX (9/10) 19:00 Cine Arte UFF

SOBERBA

(The Magnificent Ambersons)

de Orson Welles. Com Joseph Cotten, Dolores Costello, Anne Baxter, Tim Holt, Agnes Moorehead, Ray Collins, Erskine Sanford, Richard Bennett. Estados Unidos, 1942. 88min,35mm.

A bela Isabel reina na mansão Amberson, a mais espetacular de Indianápolis. Quando jovem, iria se casar com o inventor Eugene, mas ele a humilhou em público e ela optou por Wilbur Minafer. O casal tem um filho, George, que cresce e vira um homem arrogante. Após a morte de Wilbur, Eugene, agora rico, corteja novamente Isabel. George, porém, deseja a mãe só para si e faz de tudo para atrapalhar o namoro. Com a ajuda da tia Fanny, ele provoca uma série de infortúnios que se abate sobre os Amberson. Indicado a quatro Oscar, incluindo melhor filme, Soberba foi reeditado pelo estúdio antes de seu lançamento comercial.

Orson Welles in Rio - (LEP) - 12 anos

QUA (7/10) 19:30 CCBB - Cinema 1 ***

SAB (10/10) 15:15 Instituto Moreira Salles

SEG (12/10) 19:00 Cine Arte UFF

FALSTAFF - O TOQUE DA MEIA NOITE

(Campanadas a medianoche)

de Orson Welles. Com Orson Welles, Keith Baxter, John Gielgud, Jeanne Moreau, Margaret Rutherford, Marina Vlady, Fernando Rey. Espanha / França / Suíça, 1965. 111min,DCP.

Sir John Falstaff é o herói desta história, que junta partes de várias peças de Shakespeare onde o personagem aparece para trazer ao protagonismo um nome anteriormente relegado a segundo plano. Companheiro do jovem Príncipe Hal, Falstaff é um homem velho e beberrão que filosofa e ri da vida. O Rei Henrique IV, que fora próximo de Falstaff na juventude, desaprova a amizade. Logo o príncipe terá de escolher entre estas duas figuras paternas. Cópia restaurada do filme que Orson Welles considerava seu favorito, que mistura partes de Henrique IV partes 1 e 2, Ricardo II, Henrique V e As alegres comadres de Windsor. Ganhador de um prêmio especial no Festival de Cannes 1966.

Orson Welles in Rio - (LEP, VO) - 12 anos

SAB (10/10) 19:00 CCBB - Cinema 1 ***

DOM (11/10) 19:00 Cine Arte UFF

QUA (14/10) 17:30 Instituto Moreira Salles

WELLESIANA: RARIDADES DE ORSON WELLES

(Wellesiana: Rare Welles’ Footage)

de Orson Welles e outros. Com Orson Welles. , Estados Unidos. 150min,digital.

O pesquisador Joseph McBride, autor de três livros sobre Orson Welles e ator e
m seu filme inacabado The Other Side of the Wind, irá comentar este programa imperdível, composto de raridades da obra do cineasta. O material inclui o curta-metragem que Welles fez aos 19 anos (The Hearts of Age), trailers, aparições em filmes de outros diretores, programas de TV, teatro, cinejornais, testes de elenco e partes de filmes inacabados, que darão cabo de mais de meio século de carreira do mestre. Agradecimentos especiais a Bruce Goldstein, William Hohauser e Film Forum (Nova York).

Orson Welles in Rio - (LEP) - 12 anos

QUI (8/10) 17:15 CCBB - Cinema 1 ***

O MAGO: VIDA E OBRA DE ORSON WELLES

(Magician: The Astonishing Life and Work of Orson Welles)

de Chuck Workman. Com Simon Callow, Christopher Welles Feder, Norman Lloyd, Julie Taymor, Peter Bogdanovich, William Friedkin, Elvis Mitchell, Jonathan Rosenbaum. Estados Unidos, 2014. 91min,digital.

A carreira de Orson Welles foi um enigma: ele foi uma estrela de Hollywood, um diretor autoral, um fracasso e um nome crucial para o cinema independente. Aos 20 anos, começava sua carreira no teatro e no rádio, depois de ter sido um prodígio musical aos 10 anos, montando Shakespeare aos 14 e sido pintor aos 16. Depois do sucesso de Cidadão Kane, sua carreira seguiu em constante mudança, deixando filmes pela metade e trabalhando como ator para conseguir financiar seus projetos. Este longa conta com imagens raras de filmes inacabados, como The Other Side of the Dream, The Deep e Don Quixote.

Orson Welles in Rio - (LEP) - 12 anos

SEG (5/10) 18:00 CCBB - Cinema 1

QUI (8/10) 19:00 Cine Arte UFF

SEX (9/10) 16:00 Instituto Moreira Salles

OTELO

(Otello)

de Orson Welles. Com Orson Welles, Michael MacLiammoir, Robert Coote, Suzanne Cloutier, Michael Lawrence, Hilton Edwards. Itália / Marrocos / Estados Unidos / França, 1951. 90min,DCP.

A versão de Orson Welles para a tragédia Otelo, de Shakespeare, foi um de seus filmes mais complicados. Com filmagens que aconteceram num espaço de três anos, o filme seria finalmente apresentado na competição do Festival de Veneza de 1951, com diálogos em italiano adaptados por Gian Gaspare Napolitano. Em cima da hora, Welles anunciou que o filme ainda não estava completo e só veio a apresentá-lo no Festival de Cannes do ano seguinte, em uma versão três minutos mais curta, que ganhou o Grande Prêmio (láurea maior do festival, antes da criação da Palma de Ouro). A CSC-Cineteca Nazionale restaurou e apresentou esta versão da cópia italiana no Festival de Veneza 2015.

Orson Welles in Rio - (LEP) - 12 anos

TER (6/10) 14:00 Instituto Moreira Salles

SAB (10/10) 19:00 Cine Arte UFF

DOM (11/10) 20:00 CCBB - Cinema 1

VOLTA AO MUNDO COM ORSON WELLES (PARTE I)

(Around the World with Orson Welles)

de Orson Welles. Com Orson Welles, Elaine Dundy, Kenneth Tynan. Reino Unido, 1955. 78min,digital.

Em 1955, Orson Welles deu início ao projeto de uma série documental para o canal de TV britânico ITV, focado em descobrir partes do mundo. A ideia inicial era produzir 25 episódios, mas apenas seis ficaram prontos – e foram exibidos entre outubro e dezembro daquele ano. Os dois primeiros, “Pays Basque I e II”, se dedicam a explorar o País Basco, região entre o extremo norte da Espanha e o sudoeste da França. O segundo episódio, “Revisiting Vienna”, se foca na capital da Áustria. “St.-Germain-des-Prés” mostra o famoso bairro de Paris, enquanto “Chelsea Pensioners” se debruça sobre a região célebre de Londres. Por fim, “Madrid Bullfight” fala sobre as touradas de Madri. Os episódios foram restaurados e relançados em alta qualidade em 2014. O Festival do Rio exibe Volta ao mundo com Orson Welles em duas sessões. Nesta primeira, são exibidos os episódios 1, 2 e 3.

Orson Welles in Rio - (LEP) - 10 anos

DOM (4/10) 18:10 CCBB - Cinema 1

QUA (7/10) 18:15 Instituto Moreira Salles

TER (13/10) 19:00 Cine Arte UFF

VOLTA AO MUNDO COM ORSON WELLES (PARTE II)

(Around the World with Orson Welles)

de Orson Welles. Com Orson Welles, Elaine Dundy, Kenneth Tynan. Reino Unido, 1955. 78min,digital.

Em 1955, Orson Welles deu início ao projeto de uma série documental para o canal de TV britânico ITV, focado em descobrir partes do mundo. A ideia inicial era produzir 25 episódios, mas apenas seis ficaram prontos – e foram exibidos entre outubro e dezembro daquele ano. Os dois primeiros, “Pays Basque I e II”, se dedicam a explorar o País Basco, região entre o extremo norte da Espanha e o sudoeste da França. O segundo episódio, “Revisiting Vienna”, se foca na capital da Áustria. “St.-Germain-des-Prés” mostra o famoso bairro de Paris, enquanto “Chelsea Pensioners” se debruça sobre a região célebre de Londres. Por fim, “Madrid Bullfight” fala sobre as touradas de Madri. Os episódios foram restaurados e relançados em alta qualidade em 2014. O Festival do Rio exibe Volta ao mundo com Orson Welles em duas sessões. Nesta primeira, são exibidos os episódios 4, 5 e 6.

Orson Welles in Rio - (LEP) - 12 anos

DOM (4/10) 20:00 CCBB - Cinema 1

QUI (8/10) 18:00 Instituto Moreira Salles


QUA (14/10) 19:00 Cine Arte UFF

terça-feira, 22 de setembro de 2015

DISNEY FAZ CAMPANHA BENEFICENTE EM PARCERIA COM A BR MALLS

Você que mora no Rio de Janeiro! 

Ainda dá tempo de participar de uma campanha super legal que está rolando nos shoppings da Rede BR Malls em parceria com a Disney. Até o dia 12 de outubro, os shoppings Casa & Gourmet, Ilha Plaza, NorteShopping, Plaza Macaé, Plaza Shopping, Recreio Shopping, Shopping Tijuca e Via Brasil participarão da Campanha Entre Nessa Brincadeira, uma parceria da BRMalls com a Disney. 

Trinta empreendimentos da maior empresa de shoppings do país incentivarão seus clientes a realizarem doações de brinquedos em boas condições para transformar o Dia das Crianças de diversas instituições de caridade em uma data muito mais alegre.

A ação acontece desde 2012 e é capitaneada por Woody e seus amigos brinquedos, personagens do longa-metragem de animação Toy Story da Disney•Pixar. Os interessados levam um brinquedo a ser doado num dos shoppings participantes e recebem em troca um vale-ingresso para o filme ‘O Bom Dinossauro’, a nova animação Disney Pixar que estreia no Brasil em janeiro de 2016. 

Todos os itens arrecadados serão doados para instituições com foco na infância.  Para facilitar, haverá banners e caixas para a coleta dos brinquedos em todos os postos de arrecadação, além do regulamento da ação e da lista de entidades beneficiadas. No link www.disney.com.br/entrenessabrincadeira é possível checar os endereços dos locais de doação.

Vai perder a oportunidade de GANHAR um ingresso para essa animação super fofa?

Confira o trailer de "O Bom Dinossauro" aqui:


FESTIVAL DO RIO TERÁ MOSTRA ESPECIAL EM HOMENAGEM AO STUDIO GHIBLI

Um dos principais estúdios de animação do mundo, o Studio Ghibli, vai ganhar uma mostra especial na edição de 2015 do Festival do Rio. Serão exibidos nove filmes que vão desde produções recentes, como “As Memórias de Marnie”, de 2014, até longas do início da história do estúdio japonês, como “O Castelo de Cagliostro”, de 1979.

Responsável por sucessos como, "O Conto da Princesa Kaguya", “A Viagem de Chihiro”, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2002 e o do Oscar de melhor animação em 2003, e “Vidas ao Vento”, indicado ao Oscar de melhor animação em 2014, o Studio Ghibli comemora 30 anos este ano.

As informações são da Agência Febre.


MEU AMIGO TOTORO

(Tonari no Totoro)

de Hayao Miyazaki. Com Hitoshi Takagi, Noriko Hidaka, Chika Sakamoto. Japão, 1988. 86min,digital.

Mei é uma menina que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva a um lendário espírito da floresta conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital e seu pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa. Lançado em mais de 40 países, o filme foi o responsável por projetar os Studios Ghibli internacionalmente. Seus personagens se tornaram ícones máximos dentro do universo infantil japonês.



PORCO ROSSO: O ÚLTIMO HERÓI ROMÂNTICO

(Kurenai no buta)

de Hayao Miyazaki. Com Shûichirô Moriyama, Tokiko Katô, Sanshi Katsura. Japão, 1992. 94min,digital.

Costa do Mar Adriático, início dos anos 1930. Marco Porcellino, mais conhecido como Porco Rosso, é um aviador caçador de recompensas, que luta contra piratas aéreos. Gina, cantora e proprietária do Hotel Adriano, não desiste de tentar convencê-lo de que vale a pena procurar a humanidade, mas Porco resiste a falar do passado e detesta o único vestígio desses tempos – uma fotografia de seu rosto antes de assumir sua nova persona. Uma nostálgica e poética homenagem do mestre da animação japonesa, Hayao Miyazaki, ao universo da aviação, um dos seus temas prediletos.



MEUS VIZINHOS, OS YAMADAS

(Hôhokekyo tonari no Yamada-kun)

de Isao Takahata. Com Touru Masuoka, Yukiji Asaoka, Hayato Isobata, Naomi Uno. Japão, 1999. 104min,digital.

No dia a dia da família Yamada há muito de nós mesmos. Este clássico do Studio Ghibli se utiliza de uma animação simples e bastante distinta do estilo usualmente adotado pela produtora para contar uma série de pequenas crônicas familiares. Histórias singelas, como a filha que é deixada para trás no shopping ou o pai que desavisadamente enfrenta uma perigosa gangue de motocicletas que ousou perturbar seu sono. A trama central é frequentemente interrompida por metafóricos interlúdios, nos quais marido e esposa conduzem o navio de sua família por uma mar chamado Vida.



O REINO DOS GATOS

(Neko no ongaeshi)

de Hiroyuki Morita. Com Chizuru Ikewaki, Yoshihiko Hakamada, Aki Maeda. Japão, 2002. 75min,35mm.

Esta é a história de Haru, uma garota muito preguiçosa, que todos os dias chega atrasada na escola. Um belo dia, voltando para casa, Haru salva um gato de ser atropelado. Em agradecimento, o gatinho sobrevivente fica de pé nas duas patas traseiras e fala! Assustada, a menina corre para casa. Quando a noite cai, sons estranhos chegam à sua janela. Ela custa a acreditar quando vê um gigantesco cortejo felino se aproximando. À frente dele está o Rei dos Gatos, que veio agradecê-la por ter salvado seu filho. Como recompensa, o Rei dos Gatos promete maravilhas para o dia seguinte da menina.


CONTOS DE TERRAMAR

(Gedo senki)

de Goro Miyazaki. Com Jun'ichi Okada, Aoi Teshima, Bunta Sugawara. Japão, 2006. 115min,digital.

Algo estranho ronda a Terra. Algumas pessoas estão vendo dragões, que não deveriam entrar no mundo dos humanos. Diante desses estranhos eventos, Ged, um feiticeiro nômade, decide investigar. Durante sua jornada, conhece o príncipe Arren, um adolescente perturbado. Arren parece um garoto tímido, mas possui um lado negro que lhe dá força, um ódio implacável que não tem misericórdia, principalmente quando se trata de proteger Teru, uma órfã. A bruxa Kumo decide usar Teru como isca contra Arren, e somente Ged poderá ajudá-lo a superar seus medos. Baseado nos livros de Ursula K. Le Guin.



OS PEQUENINOS

(Kari-gurashi no Arietti)

de Hiromasa Yonebayashi. Com Mirai Shida, Tatsuya Fujiwara, Ryûnosuke Kamiki, Kirin Kiki. Japão, 2010. 94min,digital.

Sob o assoalho de uma casa velha de Tóquio, vive Arrietty, em seu minúsculo mundo, com a família, fazendo de tudo para manter em segredo a existência de todos. Sobrevivendo como pequenos ladrões, eles conhecem as regras para que nunca sejam percebidos pelos verdadeiros – e grandes – donos da casa. Para isso, procuram manter a desconfiança deles em cima dos gatos e ratos, e tomam todos os cuidados possíveis para evitar serem vistos. Contudo, quando um jovem rapaz se hospeda na casa, a pequenina Arrietty acredita que poderá manter uma amizade com ele, apesar da diferença dos tamanhos.


AS MEMÓRIAS DE MARNIE

(Omoide no Mânî)

de Hiromasa Yonebayashi. Com Sara Takatsuki, Kasumi Arimura, Nanako Matsushima. Japão, 2014. 113min,DCP.

Anna, uma garota muito solitária e sem amigos, vive com seus pais adotivos. Ao se mudar para uma pequena cidade litorânea, ela conhece Marnie. Elas logo ficam amigas, mas a nova coleguinha não é bem aquilo que aparenta ser. A amizade das duas vai bem até o dia em que Marnie desaparece sem explicação. Algum tempo depois, uma nova família se muda para a casa onde ela vivia. Anna se aproxima e faz amizade com os novos moradores, mas, aos poucos, ela vai descobrir coisas muito estranhas sobre sua amiga misteriosa. Trabalho mais recente do Studio Ghibli. Festival de Roterdã 2015.



TÚMULO DOS VAGALUMES

(Hotaru no haka)

de Isao Takahata. Com Tsutomu Tatsumi, Ayano Shiraishi, Akemi Yamaguchi. Japão, 1988. 89min,digital.

Setsuko e sua irmã Seita, de apenas 4 anos, vivem no Japão em meio a Segunda Guerra Mundial. Após a morte da mãe num bombardeio americano e a convocação do pai para a Guerra, eles vão morar com alguns parentes. Insatisfeitos, saem da cidade e acabam num abrigo isolado na floresta, onde lutam contra a fome e as doenças, enquanto se divertem com as luzes dos vagalumes. Um conto sobre a verdadeira tragédia da guerra e o abandono de uma nação. Considerado um clássico em seu país, o filme fez uma das maiores bilheterias da história do cinema japonês.



O CASTELO DE CAGLIOSTRO

(Rupan sansei: Kariosutoro no shiroo)

de Hayao Miyazaki. Com Yasuo Yamada, Eiko Masuyama, Kiyoshi Kobayashi. Japão, 1979. 100min,digital.


Lupan III é um ladrão famoso.  Após um roubo bem-sucedido no cassino de Mônaco, ele percebe que foi enganado e roubou notas falsas. Disposto a encontrar a origem do dinheiro falso, ele descobre que o dinheiro vem de um país distante e esquecido, já famoso pela falsificação de moedas em todo o mundo. Lá ele conhece Clarisse, a herdeira da família real de Cagliostro. A jovem decidiu fugir desde que, à sua revelia, marcaram seu casamento com o conde. Lupan decide ajudá-la, sem saber do grande tesouro que Clarisse esconde. Segundo e mais famoso filme da trilogia Lupin.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ROGER WATERS - THE WALL - REVIEW (Por Vívian Mello)


1979 foi o ano em que o álbum ícone do Pink Floyd, The Wall, era lançado com canções que viraram hino de uma humanidade, como inesquecível "Another Brick in the Wall". O lançamento do álbum que, segundo Roger Waters, é a sua vida, não coincidentemente acontece em um dos períodos mais tensos da Guerra Fria com a invasão soviética do Afeganistão, com o ápice do conflito da Irlanda do Norte, com uma ameaça de destruição global em função da corrida armamentista e com as feridas de duas Guerras Mundiais.

E é este o contexto que dá tom à narrativa do filme que é um prato cheio para os fãs do álbum e da banda. Uma inovação sem dúvida. O filme dirigido por Waters e Sean Evans e filmado em ultra definição mostra o show da turnê The Wall e tem como pano de fundo a viagem de Waters de carro da Inglaterra até a Itália, passando pela França, para buscar o túmulo de seu pai, um soldado de guerra.

O show tem uma história a parte com uma cenografia muito bem elaborada em relação aos muros, reais e simbólicos, de guerra. E a viagem do carismático Roger Waters traz uma fotografia estonteante. No final há uma conversa descontraída entre Waters e Nick Mason (ex-baterista da banda) que respondem mensagens recebidas dos fãs do mundo todo.

Apesar do uso e abuso da tecnologia e a teatralidade do show, o filme acaba trazendo uma narrativa arrastada e monótona, às vezes, chegando a corresponder ao próprio tom das longas melodias da banda.

O filme estreia em 29 de setembro e, por fim, trata-se da história de um astro atormentado pela morte de seu pai e seu avô em guerras, sua repulsão aos conflitos armados e à repressão e normatização da sociedade. O longa surpreende com a sensibilidade do roqueiro em suas dores pessoais e nas homenagens às vítimas de guerra, incluindo os brasileiros Sérgio Vieira de Mello, Jeans Charles de Menezes e Chico Mendes. Um grito de paz ao som de guitarra! Porém, um título de necessidade questionável aos que não são fãs do som do Pink Floyd.

A rede UCI é a responsável por trazer o documentário aqui para o Brasil. 
O filme será exibido em 17 salas em todo país.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

A GROSSERIA DA SEQUÊNCIA - FÉRIAS FRUSTRADAS

Em pleno cenário de filmes com histórias requentadas, reboots e remakes, volta e meia Hollywood nos surpreende com algum frescor de originalidade que acabam se tornando felizes exemplos de cases bem-sucedidos. Trazendo a conversa para o gênero da comédia, esse fenômeno já aconteceu algumas vezes nos últimos anos com “O Virgem de Quarenta Anos” (2005), “Se Beber Não Case” (2009), Missão Madrinha de Casamento (2011) e “Ted” (2012). 

Esses exemplos de comédias escrachadas e incorretas, que nos fazem rir dos nossos próprios pudores e convicções, consegue com inteligência romper barreiras estéticas e moralistas. Desse modo, se tornam obras iconoclastas e anárquicas, como a boa comédia de humor negro deve ser.

O que acontece é que, em terra de franquias e sequências (que são quase que uma obrigação), o desafio de se equiparar em qualidade  e originalidade torna-se extremamente difícil. Ainda mais quando se busca inspiração direto de filmes da década de 80. Nada contra os clássicos. Sou uma nostálgica sem cura dos filmes da geração oitentista. O problema é quando se ousa macular obras sagradas no nosso imaginário sentimental como o caso de “Férias Frustradas” (1983), com uma continuação grosseira, de mau gosto, e sem nada de novo para oferecer, Hollywood nos passa um atestado de crise criativa alarmante. 

O novo “Férias Frustradas” (2015), já em cartaz em todo Brasil, traz Ed Helms e Christina Applegate como protagonistas da produção que é ao mesmo tempo remake, sequência e reboot (como consta no site IMDB, o maior portal de dados cinematográficos da internet). Essa obra apela para um humor barato, de piadas fracas que se aproveitam de situações nojentas e de mau gosto como desculpa para arrancar sorrisos de constrangimento.

Não! Não é engraçado nadar em resíduos humanos. Essa escatologia barata já foi usada milhares de vezes em zilhões de outros filmes e muito melhor executadas. E as pessoas ainda riem disso como se fossem uma criança de cinco anos falando xixi e coco. Não. Não é engraçado oferecer carne de vaca para uma vaca comer. É ofensivo. É constrangedor. É repulsivo. E essa piada se repete por TRÊS vezes no filme. Não! Não é engraçado uma longa cena com Cris Hemsworth com um pênis enorme saltando do calção. É baixo, ridículo e preguiçoso. Tudo no filme é forçado e se torna um desastre. Até quando essas comédias cretinas vão usar os mesmos gags de novo, de novo e de novo?


Não é de se admirar que “Ted 2” e “Se Beber Não Case 2” também foram sequências que perderam todo o êxito alcançado nos filmes que os precederam, excluindo a perspicácia e inteligência deixando somente algumas piadas sem nexo e sem noção. O que eu espero de uma comédia, quando vou ao cinema, é simplesmente rir. Nesse caso, só me contorci de vergonha alheia.