quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

TOP CANAIS DE ANIMAÇÃO

Oi galera! Hoje o post é um pouquinho diferente. Estou aqui pra indicar cinco canais do Youtube que trabalham, em sua maioria, com animação e conteúdo audiovisual (séries, vídeo games, desenhos animados e cinema) e cultura pop. Espero que vocês gostem da dica ok?


1)    OnlyLeigh
*Em inglês
O canal tem várias animações legais. As minhas preferidas são as de crossovers, quando eles unem “Meninas Malvadas” e  “O Hobbit”, por exemplo (Veja aqui). Ou quando misturam “Orange is The New Black” com as princesas Disney (Veja aqui). Vale a pena o clique.

*Em inglês
Este canal é bem famosinho. Ele mostra através animações superengraçadas como os filmes realmente deveriam ter acabado na opinião deles. O legal é que eles pegam os furos de roteiros e outras coisas que não batem na história e deixam isso bem evidente.Dois bons exemplos são: “Jurassic World” e “HomemFormiga



Este canal é bem amplo. Comandado pelo Felipe Castanhari, o Nostalgia tem como mote explorar assuntos de outras décadas através de pesquisas e programas exclusivos para a web. Mas é com o segmento Animabits que eles mesclam animação e cultura pop, falando de Angry Birds e Meninas Superpoderosas, por exemplo.





Criação do famoso dublador Gilherme Briggs, este canal infelizmente acabou. Mas seu conteúdo ainda rola na web.






5)    Rebosteio 

Um canal mais anárquico e que pode não ser do agrado de todos! Seu humor irreverente mistura cultura pop, games, animes, televisão, cinema com doses de escatologia e humor negro às vezes.



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

OS OITO ODIADOS E O GUISADO DE FRANGO



Oitavo filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados” marca a segunda incursão do diretor n o gênero faroeste (A outra foi com “Django Livre”, em 2012). Estrelado por um elenco repleto de artistas to time A de Hollywood (Samuel L. Jackson, Channing Tatum, Kurt Russell, etc), o filme  é uma verdadeira ópera que abraça a tragédia sem perder a comicidade perversa tão comum ao estilo tarantinesco.


Em meio a uma severa tempestade de neve, os caçadores de recompensa John Ruth e Marquis Warren se encontram seguindo para a mesma cidade, Red Rock, onde devem entregar os frutos de suas caçadas, sendo que no caso de Ruth, sua criminosa ainda está viva (a insana Daisy Domergue, interpretada brilhantemente por Jannifer Jason Leigh). Ainda no caminho, o grupo ainda dá carona ao perdido xerife Chris Mannix, que também tem como destino a cidade de Red Rok. Como a tempestade só faz aumentar, os três são obrigados a pernoitar em uma especie de estalagem, juntamente com seu concheiro. Lá ainda se encontram Oswaldo Mobray (Tim Roth), Joe Gabe (Michael Madsen), General Sandy Smithers (Bruce Dern) e o mexicano Bob (Demián Bichir). Presos nesse confinamento forçado, obviamente esses homens de temperamento explosivo vão se estranhar. E como vão.


Tarantino não se faz de rogado ao ‘homenagear’direta ou indiretamente “Cães de Aluguel” (1992), seu primeiro trabalho como diretor, e o terror B transformado em cult “Enigma do Outro Mundo”(1982). Por coincidência (ou não, como diria Caetano Veloso), “Enigma”é estrelado por Kurt Russell, que também protagoniza este filme.

“Os Oito Odiados” é um filme que preza por um primor técnico com direção, edição e fotografia perfeitamente realizadas. Talvez um corte menor (o filme tem mais de três horas de duração) fosse mais adequado para se adequar a um segmento mais comercial. Mas aí não seria Tarantino, não é mesmo? O diretor pertence aquele grupo conhecido como auter, onde seus filme são obras mais pessoais e menos fórmulas de estúdio.

Em diversas entrevistas, Tarantino afirmou que depois de completar seu décimo filme, iria parar de escrever para o cinema. O caminho literário seria o mais provável, afirma o cineasta. De fato, se pararmos para analisar suas últimas obras (“Django Livre” e “Bastardos Inglórios”), poderemos perceber que as suas narrativas se equiparam muito mais ao plano literário do que cinematográfico. E não ;e diferente com “Os Oito Odiados”.


Além de um ótimo roteiro (apesar de não ser o melhor de Tarantino), a produção ainda conta com o brilho de seu elenco. Mesmo com Tim Roth mimetizando os maneirismos de Christoph Waltz, sua presença marca um bem-vindo encontro entre o ator e o diretor desde “Pulp Fiction: Tempo de Violência” (1994). “Os Oito Odiados” está concorrendo em três categorias ao Oscar de 2016 (Atriz Coadjuvante, Fotografia e Trilha Sonora Original) e já está em cartaz em todo país.

NO PRATO

No meio do clima de suspense e desconfiança que marcam a história, um guisado de frango aquece os estômagos famintos de nossos personagens. Guisado nada mais que um refogado. No filme, o ensapado que eles comem leva muito caldo, quase como uma sopa. Na minha versão, o molho foi bem reduzido e servido com macarrão como acompanhamento.
Aprenda aqui uma receita clássica do prato.

ENSOPADO DE FRANGO
*Receita adaptada da chef Rita Lobo

Ingredientes:

1 bandeja de sobrecoxas de frango
1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco
1/2 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 lata de tomate italiano sem pele
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara (chá) de vinho branco
1 xícara (chá) de água
tomilho fresco a gosto
manjericão

Modo de Preparo:

Lave bem os pedaços de frango sob água corrente. Transfira-os para um escorredor. Numa tigela, junte o frango e o vinagre e deixe marinar. Reserve.
No liquidificador, triture o tomate italiano sem pele com o suco da lata.Leve uma panela média com o azeite ao fogo baixo. Quando esquentar, acrescente a cebola picada e o alho-poró em fatias. Tempere com uma pitada de sal e refogue por 4 minutos. Junte o alho e refogue por mais 2 minutos.
Aumente o fogo e coloque os pedaços de frango. Quando começarem a dourar, regue com o vinho branco e deixe cozinhar em fogo alto por 5 minutos até que 2/3 do líquido tenham evaporado.
Acrescente o tomate triturado e misture bem. Adicione a água, o manjericão e o tomilho. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 25 minutos com a tampa entreaberta. Sirva com o macarrão da sua preferência.


domingo, 17 de janeiro de 2016

STEVE JOBS - REVIEW

Premiado com dois Globos de Ouro no ultimo domingo, “Steve Jobs”, dirigido por Danny Boyle (“Quem Quer Ser Um Milionário”) e estrelado por Michael Fassbender (Franquia “X-Men”)  e Kate Winslet (“O Leitor”),  chega aos cinemas nessa quinta feira, 14 de janeiro. Com roteiro assinado por Aaron Sorkin (“A Rede Social”), o filme marca a terceira vez que a vida do co-criador da Apple é levada às telonas. As outras vezes aconteceram com o fraco “Jobs”, em 2013, com Ashton Kutcher, e “Piratas da Informática”, em 1999.

Uma das premissas dessa cinebiografia era tentar buscar uma forma de quebrar os paradigmas narrativos pertinentes às biografias tradicionais que tendem a ser lineares e obedecer uma ordem cronológica, englobando o máximo de eventos possíveis ocorridos na história de seu objeto. E com uma criatividade ímpar, Sorkin consegue condensar o filme em três eventos chave criando uma fantasia tão convivente quanto original. Os eventos são: em 1984, ao lançar o machintosh; em 1988, ao lançar o NeXT (no hiato em que ficou fora do comando da Apple) e em 1998, ao lançar o iMac (Já de volta à empresa que o consagrou).

Esse recorte de 16 anos da vida de Jobs acaba deixando alguns tópicos de fora, leia-se a fundação da Pixar, seus outros filhos (o foco familiar é na conturbada relação com sua filha mais velha, Lisa Brennan Jobs) e o câncer que encerrou sua vida em 2011. O roteiro foca em estabelecer a identidade profissional e pessoal de Jobs em sua essência e não ser uma biografia convencional que tenta mimetizar o que realmente aconteceu.

Com a história completamente movida por diálogos, “Steve Jobs” pode ser considerada uma produção um tanto difícil para algumas pessoas. Com certeza, não se espera que vá atrair um grande público (o filme fracassou nas bilheterias americanas). Entretanto, o esmero com que Michael Fassbender emprega à sua interpretação valem o valor do ingresso. É com muita dedicação que o ator consegue reconstruir a personalidade vibrante e doentia da mente por trás dos gadgets que dominam o mundo pós século XX.

Além da atuação fantástica de Fassbender, que vem mostrando muito talento em quase todos seus últimos trabalhos (“Shame”, “12 Anos de Escravidão”), o filme ainda traz grandes performances de Kate Winslet, Jeff Daniels e Seth Rogen. Winslet, acabou de levar o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho nesta produção, passando a perna na favorita Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”).  O filme ainda arrebatou o Globo de Melhor Roteiro para Aaron Sorkin.

O grande mérito desse filme é levar com dignidade para os cinemas a vida de um ser tão polêmico quanto genial numa película que faz jus a sua grandiosidade. Mesmo que o resultado final seja um pouco cansativo (apesar dos esforços da edição em deixar o roteiro mais dinâmico), “Steve Jobs” merece ser visto como um tributo e reverência a uma das mentes mais visionárias do mundo moderno.

Confira o trailer: