sexta-feira, 31 de julho de 2015

MAGIC MIKE XXL - REVIEW



Já está em cartaz “Magic Mike XXL”, sequência do filme de 2012, levemente inspirado na história de vida do ator Channing Tatum que também estrela o longa. O primeiro filme, que surpreendentemente tornou-se um grande acerto e conquistou críticos e público, contava com Matthew McConaughey e Alex Pettyper, que foram estrategicamente excluídos dessa sequência. O primeiro por motivos de cachê, afinal Matthew tinha acabado de ganhar o Oscar por “Clube de Compras de Dallas”, e o segundo, dizem a boca pequena, por supostamente não ter se dado bem com a estrela Channing Tatum, que bem ou mal é a razão desse projeto existir.

Em “Magic Mike XXL”, tudo é muito fraco, seja em atuações seja em história que é extremamente rasa, com um argumento bem bobo: Mike, afastado dos palcos por três anos, desiludido com seu negócio  e recém abandonado pela namorada, resolve unir-se mais uma vez aos amigos strippers para uma épica despedida em uma Convenção destinada a “entertainers masculinos”. Além disso, o rebolado dos dançarinos recebe muito mais destaque. Além da tradicional rotina de despir-se em público, adicione simulações de sexo com participações da plateia e coreografias inusitadas como a interpretação de um casamento, um cara vendendo iogurtes e outro pintando um quadro enquanto tira a roupa.

Com esse roteiro nada inspirado, o que você esperar desse filme é nada mais que isso: uma objetificação ostensiva do corpo masculino, personagens risíveis sem muito compromisso e muita apelação para atrair o público feminino. Os destaques vão para Joe Manganiello (que também atende por noivo da atriz colombiana Sofia Vergara) que rouba a cena ao tentar fazer uma atendente de uma loja de conveniência sorrir ao som de “I Want It That Way”, dos Backstreet Boys e Matt Bomer (o Nial de “White Collar”) que apresenta também seus dotes como cantor.Aliás, os personagens de Manganiello e Bomer que oferecem algum fio de storyline para acompanharmos por que narrativamente falando “Magic Mike XXL” é uma vergonha.

Em termos comparativos, o primeiro filme é muito superior. Talvez isso esteja ligado ao fato de ter sido dirigido pelo oscarizado e talentoso Steven Soderbergh, que dessa vez assina como produtor executivo. Até o alívio cômico do primeiro, que tem uma trama muito mais densa (envolvendo vício e tráfico de drogas), é melhor trabalhado do que nesta sequência, que recebeu a direção de Gregory Jacobs (assistente de longa data de Soderbergh).

Mas convenhamos que esse filme se propõe nada menos de que 115 minutos de homens sarados, tanquinhos, bíceps e pernas malhadas. Vá ao cinema sabendo o que esperar.

Veja o trailer aqui:



quarta-feira, 29 de julho de 2015

D.U.F.F. - REVIEW


Mae Whitman (a Mary Elizabeth de “As Vantagens de Ser Invisível”) tem 27  anos e por algum motivo continua interpretando adolescentes. Tirando esse detalhe, a mocinha é uma boa atriz, tendo estreado nas telonas fazendo uma das filhas de Meg Ryan em “Quando Um Homem Ama Mulher”, aos cinco anos. De lá pra cá, poucas foram as suas oportunidades, sempre designada para papéis menores. Mas, é com "D.U.F.F", que estreia no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) nesta quinta-feira, 30 de julho, que Mae tem a chance de brilhar como protagonista.

"Designada Amiga Feia e Gorda" seria uma tradução livre para a sigla que dá título ao filme (Em inglês Designated Ugly Fat Friend). Essa “amiga” seria a pessoa menos atraente de um grupo, que funciona como uma espécie de “porteira”, decidindo quem deve se aproximar de suas amigas bonitas. Por a DUFF não ser tão bonita, não é intimidadora portanto mais fácil de se aproximar. “A fulana está saindo com alguém?” ou “A ciclana falou de mim hoje?” são as perguntas que uma DUFF tem que responder. Apesar de no caso do filme ser aplicada a garotas, a sigla pode ser análoga em qualquer grupo social. 

Explicado o significado da infame sigla, vamos para a história propriamente dita. Bianca está no último ano do ensino médio quando descobre que é a DUFF de suas amigas. Completamente alheia a essa segmentação social, a moça nunca tinha se importado com aparências e status, até, é claro, se interessar por um garoto. Aí ela pede ajuda para Wesley (Robbie Amell), ex-amigo de infância que agora é cara mais popular do colégio, mas que foi a pessoa que contou que Bianca era vista como DUFF por toda a escola.

Já que o bonitão está encrencado com suas notas baixas, Bianca oferece a barganha de ajudá-lo com seu rendimento escolar se ele aconselhá-la como se vestir e se portar num encontro. Não é difícil imaginar o final, mas, apesar de ser um tanto previsível, o filme vale pela mensagem e pela proposta. 


Uma história criativa que consegue fugir, em parte, do lugar comum dos filmes adolescentes em geral e se aproveita com qualidade das mensagens já transmitidas em “Meninas Malvadas” e “Nunca Fui Beijada”. Além das referências óbvias e diretas ao filmes de John Hughes, falecido mestre cineasta na categoria de produzir filmes para essa faixa etária. O ganho deste filme é, justamente, desconstruir alguns arquétipos já conhecidos de “tribos” adolescentes e apostar na autenticidade, abraçando o mote do “seja você mesmo”. 

Destaque para Ken Jeong que foge - um pouco - do tipo caricato e gritão que o consagrou em "Se Beber Não Case", e interpreta um professor excêntrico que garante ótimos momentos no filme. 

Veja o trailer aqui: 



SESSÃO NOSTALGIA: PIXELS, ESQUECERAM DE MIM E MACARRÃO COM QUEIJO

Chis Columbus! Já ouviu falar desse nome? Não? Pois ele é, simplesmente, o responsável por dar vida a “Esqueceram de Mim” 1 e 2, “Uma Babá Quase Perfeira” e os dois primeiros filmes da franquia Harry Potter . Uma carreira inteira dedicada a filmes para a família que se tornaram clássicos da infância de muita gente. Por esses motivos é duro de acreditar que um filme tão ruim como “Pixels” tenha vindo dele.

Pra começar o roteiro em si é super bobo, apesar de ser baseado em um curta que viralizou há alguns anos atrás na internet (link aqui). Columbus e os produtores pegaram uma premissa com muito potencial e estragaram tudo somando o elemento Adam Sandler, que transformou a produção em... bem... “um filme do Adam Sandler”.

Você pode ir ao cinema e ter uma boa experiência se relevar a história fraca, as piadas que não fazem efeito, as atuações exageradas e a falta de coerência - problemas que se resolvem magicamente só porque está no roteiro. Porém o filme ganha pontos com bons efeitos visuais e as milhares de refêrencias aos anos 80 e à cultura pop em geral.


Veja o trailer de Pixels: 



Como citado anteriormente, Chris Columbus dirigiu em 1990 o clássico “Esqueceram de Mim”. Com roteiro de John Hughes (de “Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado”), Macaulay Culkin  no elenco. Na história, Culkin é Kevin McCallister, que é esquecido pelos pais, na época de natal. Sozinho em casa, ele precisa defender não só a si mesmo mas também ao seu lar contra dois ladrões bem bobalhões.

Uma criança sozinha em casa a gente pensa logo em como essa criatura vai se virar, principalmente para comer. Mas Kevin é muito mais safo do que a gente pensa e antes de executar seu plano contra os bandidos, ele competentemente esquenta um Mac & Cheese no microondas. Tudo bem que o dele é congelado, mas esse prato é bem tradicional nos Estados Unidos e muito gostoso.


Mac & Cheese

Ingredientes:

400 g de macarrão do tipo caracol
(*eu usei PARAFUSO, porque era o que tinha em casa, mas você pode usar o que preferir)
2 xícaras de chá de creme de leite
½ xícara de chá de leite
1 xícara de chá de queijo parmesão ralado
1 xícara de chá de queijo prato picado grosso
sal e pimenta-do-reino a gosto




Modo de Preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Numa panela, coloque 2 litros de água e 1 colher (sopa) de sal. Leve ao fogo alto. Enquanto a água ferve, prepare o molho. Num recipiente que vá ao forno, misture o creme de leite com metade do queijo ralado, todo o queijo prato e tempere com sal e pimenta-do-reino. Espere o queijo derreter. Quando a água ferver, coloque o macarrão e deixe cozinhar metade do tempo indicado na embalagem. Escorra a água e transfira o macarrão para o recipiente refratário com o molho. Misture bem e polvilhe com o queijo ralado restante. Leve ao forno por 15 minutos.



sábado, 25 de julho de 2015

"UMA NOVA AMIGA" E OUTROS FILMES SOBRE O UNIVERSO TRANSGÊNERO

“Uma Nova Amiga”, já em cartaz nos cinemas brasileiros, conta a história de Claire e Laura, melhores amigas desde pequenas. Quando Laura falece, Claire não consegue unir forças para cumprir a promessa que fez à amiga de cuidar de sua filha bebê e seu marido. Passado algum tempo, Claire cria coragem para visitar David, o viúvo. Entretanto, ela não esperava encontrar David vestido de mulher. Depois de passar o choque, Claire até gosta de sua nova “amiga”, mas essa aproximação despertará desejos que nem David nem Claire imaginariam sentir.  

Oscilando entre o drama e a comédia, “Uma Nova Amiga” não é exatamente uma novidade, visto que esse tema já foi muito bem explorado por Pedro Almodóvar em “Tudo Sobre Minha Mãe”. A transexualidade está muito em voga graças a notícia de que Bruce Jenner (ex-atleta americano e famoso por ser padrasto de Kim Kardashian) assumiu ser transexual e agora chama-se Caitlyn Jenner. Na televisão, o seriado “Transparent” que aborda a transição de um pai de família para sua nova identidade feminina, já ganhou dois Globos de Ouro e tem a terceira temporada garantida. Veja o trailer:




Relembre na lista abaixo, outros filmes que falam desse universo:

TRANSAMÉRICA (2005)

Ao se preparar para fazer a cirurgia em que trocará de sexo de masculino para feminino, Bree descobre que tem um filho já adolescente que está preso. Ela vai ao encontro do rapaz antes de dar esse grande passo em sua vida.



ED WOOD (1994)

Considerado o pior diretor de toda a história do cinema, Ed Wood também era conhecido por gostar de se vestir com roupas femininas. A cinebiografia dirigida por Tim Burton e estrelada por Johnny Depp mostra um pouco dessa faceta do cineasta.



TUDO SOBRE MINHA MÃE (1999)

Pedro Almodóvar fala também de transexualismo em “Má Educação” e “A Pele Que Habito”, mas é “Tudo Sobre Minha Mãe” seu trabalho mais icônico. Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o filme conta a história de Manuela que após perder seu filho vai em busca do pai do garoto, que é transexual, para contar da criança que ele nunca soube ter.


MENINOS NÃO CHORAM (1999)

Baseado em uma trágica história real, Tenna Brandon se muda para outra cidade onde assume a identidade de Brandon Teena. Ela logo se enturma com os jovens locais e até arruma uma namorada, mas as coisas mudam quando seus amigos descobrem sua identidade verdadeira. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

"O CONTO DA PRINCESA KAGUYA" E OUTRAS ANIMAÇÕES CULT

A animação japonesa  “O Conto da Princesa Kaguya” está em cartaz nos cinemas brasileiros. Clique aqui para saber onde você pode conferir a produção.

Mais uma obra do premiado Estúdio Ghibli, fundado em 1985, está animação baseada em um antigo conto japonês representa a mais pura arte impressionista com tons claros e traço delicado.  O filme foi dirigido pelo veterano Isao Takahata co-fundador do Estúdio, ao lado de Hayao Myazaki.

Na história, um cortador de bambu, já de uma certa idade, encontra dentro do tronco de uma árvore uma princesinha bem pequena, que apesar da forma adulta cabe nas mão do homem. Logo a princesa vira um bebê, e começa a crescer de forma surpreendetemente rápida. O cortador e sua mulher, que não têm filhos, decidem criar a menina. Ela tem uma infância feliz no campo, mas seu pai, determinado a transformá-la na princesa que acredita que a menina é, a leva para a cidade para que ela encontre um marido apropriado. Entretanto, “pequeno bambu” como era chamada pelos coleguinhas de infância,  nunca esqueceu seus dias nas montanhas e acaba se tornando uma moça extremamente infeliz.

A arte do desenho encanta, por permanecer fiel às tradicionais formas de pintura e gravura japonesas combinado a um roteiro que se desenrola como um poema.  Apesar de ser longo (137 minutos) a produção é um deleite para os olhos.

Relembre, na lista abaixo, outras animações com teor mais adulto e origem independente que fogem do paradigma hollywoodiano de roteiro e  composição visual.

Veja o trailer: 




PERSÉPOLIS (2007)

Com apenas oito anos, Marjane assiste a queda do Xá durante a Revolução Iraniana de 1979. Entretanto, ao passo que Marji (como é chamada) cresce, ela testemunha a formação de um novo Irã sendo governado por fundamentalistas islâmicos. Na condição de uma jovem mulher, ela tem dificuldades de se ajustar nesse repressivo sistema e de permanecer calada. Sua a família, então, manda a jovem para a Europa onde um grande conflito cultural a marcará por toda sua vida adulta.



VIDAS AO VENTO (2013)

Jiro sonha em construir e voar em belas aeronaves, inspiradas pelo famoso designer italiano Caproni. Limitado por sua tenra idade e incapaz de se tornar piloto, Jiro se junta a uma grande companhia de engenharia japonesa, em 1927, se tornando um dos mais inovadores e bem sucedidos designers aeroespacial. O filme mostra sua vida paralelamente a diversos eventos históricos que incluem a terremoto em Kanto (1923), a Grande  Depressão, a epidemia de tuberculose e a entrada do Japão na Segunda Guerra Mundial. 


VALSA COM BASHIR (2008)

Uma noite em um bar, um velho amigo conta ao diretor Ari sobre um pesadelo recorrente onde ele é perseguido por 26 cães selvagens. Os dois concluem que há uma conexão com a missão que executaram durante o tempo em que serviram ao Exército de Israel, na primeira guerra do Líbano, em meados dos anos 80. Ari é surpreendido pelo fato de que ele não consegue lembra-se de nada a respeito daquele período. Intrigado, ele decide procurar por antigos colegas ao redor do mundo para saber a verdade sobre seu passado.





terça-feira, 21 de julho de 2015

PARAMOUNT DIVULGA POSTERS COMEMORATIVOS DE "MISSÃO IMPOSSÍVEL"

No dia 13 de agosto chega  aos cinemas brasileiros,  "Missão:Impossível - Nação Secreta", e no clima de aquecimento, a  Paramount divulgou esta semana,  cartazes que destacam cenas clássicas da franquia, que vai para o seu quinto filme.

Em uma edição comemorativa dos filmes "Missão:Impossível", os pôsteres mostram as cenas mais emblemáticas. Entre elas, estão a da primeira produção, de 1996, com o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) descendo apoiado por apenas um cabo em uma sala cheia de alarmes até a que ele pega uma "carona" em um avião em plena decolagem, que poderá ser vista no novo filme.


Em "Missão:Impossível - Nação Secreta", Ethan e seu time enfrentam a missão mais impossível de todas: erradicar o "Sindicato", uma organização criminosa internacional, tão habilidosa quanto eles, comprometida em destruir a IMF (Impossible Mission Force). Dirigido por Christopher McQuarrie ("Jack Reacher: O Último Tiro"), o longa foi rodado em Viena, Marrocos e Londres. Além de Cruise no papel do agente Hunt, retornam à franquia Simon Pegg, como Benji; Jeremy Renner, como Brandt; e Ving Rhames, como Luther. O elenco conta ainda com a participação de Alec Baldwin e Rebecca Ferguson ("Hércules").

Confira as imagens:






sexta-feira, 17 de julho de 2015

O QUE AS MULHERES QUEREM - REVIEW

O universo feminino, sempre  motivo de fascínio dos homens,  é cheio de hormônios, idiossincrasias e emoções. Com o lançamento de “O Que as Mulheres Querem”, filme francês que já levou mais de 1,3 milhões de pessoas ao cinema na França, homens e mulheres poderão ter a oportunidade de dar uma olhada mais de perto nesse mundo e, quem sabe, aprender alguma coisa diferente.

Seguindo a perspectiva de 11 mulheres, o filme  tenta equilibrar as diferentes histórias paralelas mantendo a comédia como principal objetivo. Os conflitos são os mais variados: Vanessa Paradis interpreta uma poderosa executiva incapaz de confraternizar com seu próprio gênero – ela não tem uma amiga sequer, e comete toda sorte de abusos contra a sua assistente Adeline. A moça por sua vez está enfrentando problemas com sua mãe que assassinou seu pai depois de anos de abuso moral (talvez a parte mais dramática de toda película). Adeline trabalha com o marido de Ysis, mãe de quatro meninos e esgotada física e emocionalmente, ela descobre uma nova faceta de sua sexualidade ao se apaixonar pela babá.

Isabelle Adjani, infelizmente, apresenta uma atuação bem sofrível de uma mãe que não consegue lidar com a filha iniciando a vida sexual. Sua interpretação, que em outras épocas lhe rendeu indicações ao Oscar, aqui só nos faz encolher de vergonha alheia. Ainda temos, uma mulher com câncer de mama, uma esposa que descobre a infidelidade do marido, a amante desse marido (que também é a diretora do filme – Audrey Dana), uma advogada que tem ataques de ansiedade estomacais ao se encantar por um belo advogado, uma mulher frígida e, por fim, uma motorista de ônibus que sofre de tiques nervosos que só se aliviam com intensa atividade sexual.

O excesso de personagens pode ser um pouco confuso de assimilar, mas esse é o menor dos problemas do filme que abusa do estereótipos femininos chegando a ser um pouco sexista na retratação dos homens. Mas, no geral, o filme diverte e arranca boas gargalhadas de suas situações insólitas que muitas mulheres poderão se identificar ao assistirem o longa.


“O Que as Mulheres Querem” estreia nos cinemas no dia 23 de julho. 

Assista ao trailer: 


quarta-feira, 15 de julho de 2015

HOMEM-FORMIGA – REVIEW

Geralmente os filmes da Marvel são mais conhecidos por suas sequências de ação megalomaníacas, com destruição de cidades inteiras e que, fatalmente, caem em um certo déjà vu de estrutura e imagem. Porém, não é o que acontece com essa produção, prevista para chegar aos cinemas nesta quinta, dia 16 de julho. Ao contrário, a grande sacada deste longa, que encerra a fase dois do universo cinemático da Marvel, é que menos é mais. “Homem-Formiga”, estrelado por Paul Rudd, é um filme divertido, despretensioso e muito bem realizado.

Um dos grandes méritos do filme é se apoiar no carisma natural de Rudd, que entrega um herói simpático e crível, e entender que este é um filme –  literalmente – de proporções diferentes. Seria, por aproximação, mais parecido “Guardiões da Galáxia” (2014), uma história menos conhecida e com menos impacto. Aliás, muito do fato de “Homem-Formiga” ter saído do papel está diretamente relacionado com o desempenho comercial de “Guardiões”, que até sua estreia era uma icógnita se seria bem sucedido ou não.

Scott Lang (Rudd) é um cara que tomou decisões erradas na vida, mas que pelo amor a sua filha está disposto aos maiores sacrifícios, inclusive salvar o mundo. Ok. Pareceu super clichê, certo? Certo! Mas é incrível no que uma premissa narrativa tão batida pode se transformar nas mãos de pessoas sérias e talentosas. Michael Douglas empresta seu brilho ao doutor Hank Pym, o criador da tecnologia que é capaz de reduzir um homem adulto ao tamanho de um inseto. Ele mesmo foi o primeiro Homem-Formiga e, depois de perder sua esposa, a Vespa, ele se afasta de sua única filha para tentar evitar que a fórmula caia em mãos erradas. Antes membro da S.H.I.E.L.D., agora cientista aposentado, cabe ao doutor Pym o treinamento de Scott, que assumirá o posto de herói inseto.

Outro grande acerto do filme são os coadjuvantes. Michael Peña (de “Crash: No Limite”) faz um excelente trabalho e rouba a cena como um parceiro de crimes de Scott. Todas as vezes que Peña aparece como alívio cômico são sensacionais e seu personagem é muito bem aproveitado. Evangeline Lilly (de “Lost”) também entrega uma sólida atuação como Hope Van Dyne, a filha amargurada do dr. Pym.


Uma ressalva, entretanto, é o vilão que não chega  a ser exatamente interessante mas é satisfatório para o que o filme se propõe. Coube a Corey Stoll (mais conhecido de seriados de TV) o papel de jaqueta amarela, que apesar de nas histórias em quadrinhos ser uma dissociação da personalidade do dr. Pym, aqui ele é criado como uma pessoa completamente diferente. Ele é um ex-pupilo de Pym que, movido pela ambição, acaba se separando de seu mentor e investe grande parte da vida na recriação da tecnologia de encolhimento do ser humano para ser usado como soldado.

Em suma, “Homem-Formiga” é um excelente filme de ação, com claro apelo familiar e que competentemente costura o universo Marvel sem cair no ridículo. Destaque para o 3-D deste filme que está muito bem feito e faz diferença para o resultado visual final. 

Veja o trailer:


segunda-feira, 13 de julho de 2015

CORRENTE DO MAL - REVIEW

O diretor David Robert Mitchell ainda é um nome desconhecido para o público brasileiro, mas que já coleciona fãs ao redor do mundo com seu primeiro trabalho para a tela grande “O Mito da Liberdade” e agora com “Corrente do Mal”, que tem estreia prevista para a próxima semana (23 de julho).

“Corrente do Mal” é um filme de terror/suspense, centrado na vida da jovem Jay Height, uma menina comum que depois de ter relações sexuais com rapaz errado é “contaminada” com um tipo de maldição. Ela passa a ser perseguida por entidades que só irão parar até que a pessoa que carrega “a coisa” seja morta. Sua única possibilidade de escapar seria transmitindo o feitiço (Vírus? Doença? Maldição?) para uma próxima pessoa. E antes que você se pergunte “E a camisinha?”, o próprio diretor já declarou que preservativos não impediriam a disseminação.

Se desconsideramos a alusão óbvia à doenças venéreas e focarmos na estrutura, “Corrente” chega a ser um filme bem inspirado até o seu clímax, onde se perde do meio para o fim. Numa atmosfera muito bem construída, que remete aos filme de John Carpenter (da franquia Halloween) somada a uma trilha sonora marcante, o filme consegue arrancar sustos legítimos causando muita tensão na maior parte do tempo.

O que é um pouco frustrante, pois constrói uma boa premissa só para depois dar uma resolução forçada e um tanto decepcionante. Alguns furos no roteiro e a falta de explicações deixa um ar ambíguo que levanta questões para serem debatidas ad infinitum. O que pode ser bom se você se contenta em sair do cinema com cara de interrogação. 


Mas o longa tem saldo positivo no geral. As atuações do jovem elenco são boas e o roteiro apresenta algo diferente do lugar comum que vem dominando o gênero de terror para adolescentes. A última renovação na categoria foi em 1996, com “Pânico”, de Wes Craven. Não se pode negar que Mitchell dialoga bem com esse público e se depender de seus trabalhos até agora, mal posso esperar pelo seu próximo passo. 

Veja o trailer: 


domingo, 12 de julho de 2015

ANIMA MUNDI 2015 - O QUE TA ROLANDO


Teve início nesta sexta feira, 10 de julho, o 23o Festival de Animação do Brasil, o Anima Mundi, no Rio de Janeiro. O evento é a maior feira de animação da América Latina e o segundo maior do mundo.

A edição deste ano conta com mais de 1.500 filmes entre longas e curtas de todas as partes do mundo separados em mostras competitivas e não competitivas.

No segmento não competitivo, os filmes se dividem nas mostras Olho Neles, Futuro Animador, Animação Em Curso e Panorama Internacional. Já nas categorias competitivas, longas, curtas, curtas infantis, curtas de publicidade, disputarão prêmios de até dez mil reais julgadas por um juri popular e outro profissional.

Um dos destaques entre os longas está o esperado, "O Pequeno Príncipe", filme francês que tem estreia prevista para entrar no circuito comercial apenas em outubro mas que já está gerando rumores de indicação ao Oscar. Entre os dubladores na versão original estão Rachel McAdams, Paul Rudd, James Franco, Benicio Del Toro,  Marion Cotillard e Jeff Bridges. 

Confira o trailer:

Já entre os curtas, o russo "Symmetricity", da sessão curtas 1, é um dos melhores com inspiração livre na obra Nietzsche e que remete um pouco a dualidade de identidades de "O Clube da Luta". 

No curtas 4, "Whodunnit", da Alemanha é um delicioso curta que zomba da persona de Sherlock Holmes em um hipotético programa de televisão, onde o famoso investigador britânico é um apresentador alheio aos acontecimentos. A resolução é simplesmente hilária. O australiano "Ernie Biscuit" também é uma grata surpresa mostrando uma delicada e comovente história de amor e superação. 

Ernie Biscuit

No curtas 6, "Até a China", é um excelente curta brasileiro que, baseado na reação das pessoas presentes na sala tem grandes chances no juri popular. Com uma narração simples e engraçada, o filmete narra a jornada de um brasileiro em viagem à China e suas impressões sobre o choque de culturas. Destaque ainda para o francês "Sous tes doigs" e para o americano "Aria for a Cow". 
 
Aria For a Cow

Até a China

O festival acontece no Rio de Janeiro, até o dia 15 de julho, nas praças: Cidades das Artes, Cine Odeon, Oi Futuro Ipanema, Maison de France, Ponto Cine e Auditório BNDES. O evento segue para São Paulo no dia 17 de julho na Cinemateca Brasileira e na Caixa Belas Artes.
Para mais informações, acesse www.animamundi.com.br.

terça-feira, 7 de julho de 2015

PRIMEIRAS IMAGENS DE "OS HERÓIS DE SANJAY", PRÓXIMO CURTA DA DISNEY-PIXAR

Foram divulgadas as primeiras imagens de "Os Heróis de Sanjay", curta-metragem produzido pela Disney-Pixar para acompanhar a estreia nos cinemas de "O Bom Dinossauro"  em janeiro de 2016. 

Na história, um menino da primeira geração indo-americana cultiva uma grande admiração pela cultura pop ocidental. Logo esse amor acaba entrando em conflito com os valores do pai, que deseja que o menino siga as tradições hindus. Tédio e relutância logo se transformam em uma aventura inspiradora quando o menino embarca em uma jornada que nunca imaginou, retornando com uma nova perspectiva que os dois podem aceitar.



Dirigido por Sanjay Patel e produzido por Nicole Paradis Grindle, "Os Heróis de Sanjay"(Sanjay’s Super Team) é baseado na história pessoal de Patel e uma crônica sobre sua jornada ao entendimento do mundo hindu.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

CIDADES DE PAPEL - REVIEW

Quando o filme "A Culpa é das Estrelas" estreou no ano passado, o autor John Green não só passou a ser conhecido mundialmente (antes sua fama era mais restrita a sua fan base) mas também ficou claro que seus próximos trabalhos seriam seguidos de grande expectativa. "Cidades de Papel", próxima adaptação cinematográfica baseada em sua obra, estreia nesta quinta, 09/07, com a missão de ser tão popular quanto seu predecessor. 

A responsabilidade de  interpretar a mítica protagonista, ficou para a modelo britânica e sobrancelhuda Cara Delevingne. Ela contracena com Nat Wolff que, por sua vez, já teve um papel secundário em "A Culpa é das Estrelas". Cara é a melhor descoberta desse filme. Ela consegue imprimir um tom sólido de mistério e ambiguidade que marcam a personalidade de Margo, um misto de musa e fora da lei, idealizada pelo tímido Quentin (Wolff). 

Quentin e Margo são amigos desde pequenos. A menina sempre foi a paixão do rapaz que, apesar do distanciamento nos anos seguintes, nunca deixou de admirá-la. Os jovens acabam separados, também, pela rígida casta social que é imposta nas escolas americanas, sendo Margo a popular e Quentin, o nerd. Uma noite, Quentin é surpreendido por Margo em sua janela, que lhe pede ajuda em uma vingança contra alguns amigos que a traíram. Os dois passam a parte da noite  executando o plano de revanche da moça, o que resulta numa reaproximação entre eles.

O rapaz pensa que finalmente terá alguma sorte com sua amada. Entretanto, para sua surpresa, Margo desaparece no outro dia deixando para Quentin somente algumas pistas do que poderiam ser o seu paradeiro. Motivado por seu coração romântico e pela certeza que Margo espera por ele, Quentin embarca numa road trip com seus amigos em busca de Margo. 

Engana-se quem pensa que este filme é sobre a relação de Quentin e Margo. Ao contrário, é sobre amizade, amadurecimento e autoconhecimento. É sobre o quanto é difícil o ingresso na vida adulta e como é importante a compreensão que mudanças fazem parte da vida. A beleza da literatura de John Green é como ele consegue alcançar o público adolescente sem apelar para clichês e estereótipos, tratando-os com o devido respeito, sem menosprezar sua inteligência. 

Green não chega a alcançar a profundidade dramática e a complexidade de construção de personagem conseguida por Stephen Chbosky em "As Vantagens de Ser Invisível", por exemplo, mas, guardadas as proporções "Cidades de Papel" é uma das poucas obras que fala tão bem sobre e para essa faixa etária. 

Assista o trailer:


sábado, 4 de julho de 2015

COMO FAZER OS DONUTS DE SIMPSONS

Uma das animações mais aclamadas da história da televisão, "Os Simpsons" ganhou uma versão para os cinemas nos idos de 2007. Desde 1989, a família amarela nos diverte com seu humor ácido e nonsense numa sátira afiada à família de classe média americana. Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie foram criados por Matt Groening, inspirados em sua própria família.

O filme de "Os Simpsons" (2007) nos apresentou sequência memoráveis como a do porco aranha e a fuga para o Alasca. Mas independentemente de estarmos falando do filme ou da série o símbolo que corre por fora na lista dos mais lembrados é o famoso donut - a rosquinha com glacê cor de rosa tão adorada por Homer.

Encontrei várias recitas diferentes para o doce, mas como sou fã de praticidade escolhi a mais fácil de fazer e ficou muito gostoso.

Vamos para o passo a passo?

Donuts de "Os Simpsons"

Ingredientes

Massa:

1 xícara de chá de açúcar
1/2 xícara de chá de margarina

2 ovos
1/2 xícara de chá de leite
1 pitada de nós moscada
1 colher de café de essência de baunilha
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de café de fermento

Glacê Rosa:

1 xícara de açúcar de confeiteiro
algumas gotas de essência de baunilha
corante rosa
leite o quanto baste

Modo de Preparo:

Em um refratário, coloque o açúcar, a margarina, o ovo, o leite, a essência de baunilha, a noz moscada, o fermento e o trigo. Misture tudo até o ponto em que a massa descole das mãos.





Em uma superfície plana, polvilhe farinha de trigo e abra pequenos pedaços com o auxílio de um rolo de macarrão.


Use xícaras de tamanhos diferentes para cortar o formato de rosca.


Frite as rosquinhas em óleo quente.


Prepare o glacê: misture todos os ingredientes em uma tigela.


Espalhe por cima das rosquinhas e adicione granulado colorido.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MEU PASSADO ME CONDENA 2 - REVIEW

Derivado da série do Multishow e sequência da produção de mesmo nome de 2013, "Meu Passado Me Condena 2" estreia hoje em todo Brasil com Fábio Porchat e Miá Mello novamente como casal protagonista. Esperando repetir o sucesso de primeiro filme, que conseguiu leva mais de três milhões de brasileiros para as salas de cinema, o longa terá o grande desafio de competir com "O Exterminador do Futuro: Gênesis".

Na coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, no dia 25 de junho, Porchat mostrou-se confiante no produto que estava oferecendo e, ciente da forte concorrência, declarou que há espaço para os dois filmes serem bem sucedidos nas bilheterias. 

A diretora Julia Rezende assume mais uma vez a direção e, desta vez, leva a história a um pequeno vilarejo em Portugal nas proximidades da Serra da Estrela. O grande diferencial do filme talvez sejam as belas locações nas terras lusitanas que são, de fato, de tirar o fôlego. Já o filme em si flutua entre razoável e fraco, apostando em um roteiro sem muita coerência que mais parece uma série de esquetes, jogadas a esmo, que tentam ser engraçadas num humor bem pueril. 

Porchat declarou que o desenvolvimento do roteiro foi um processo coletivo e que ele e Miá estavam envolvidos desde a pré-produção. O que é mais grave ainda, pois a história se apóia muito no talento individual de Fábio para o improviso ofuscando completamente sua parceira que fica com o fardo de defender uma personagem super chata.

Em "Meu Passado 2", Miá e Fábio estão enfrentando uma crise no casamento que completa três anos. Fábio, ao receber a notícia da morte da avó em Portugal, dá um jeito de arrastar a esposa para uma viagem onde o relacionamento dos dois será posto à prova de todas as maneiras. 

Está é mais uma produção nacional que corrobora a necessidade de ter um grande nome para alavancar o arrecadamento das bilheterias, caso que também acontece com filmes de Leandro Hassum, Ingrid Guimarães e Paulo Gustavo. Sem o carisma destes, será que a história se bastaria por si só? eu acho que não. 

Fábio Porchat e Miá Mello na coletiva de Imprensa

O elenco com a produtora e adiretora, Júlia Rezende


Veja o trailer: