sexta-feira, 5 de agosto de 2016

JACK HUSTON E RODRIGO SANTORO FALAM SOBRE O FILME BEN-HUR EM COLETIVA DE IMPRENSA


Reuniram-se, na terça-feira, 02 de agosto, no Hotel Unique em São Paulo, parte do elenco do filme “Ben-Hur”, nova adaptação do livro de Lew Wallace para as telas do cinema. Os atores Jack Huston e Rodrigo Santoro representaram a produção que tem sua estreia marcada para o dia 18 de agosto.

A história do príncipe judeu Judah Ben-Hur já teve várias adaptações para o cinema e TV, sendo a versão de 1959 a mais conhecida. Protagonizada por Charlton Heston, a produção foi vencedora do Oscar em 11 categorias, até hoje detém o recorde de filme com mais prêmios da Academia, ao lado de “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003).

Sobre as possíveis comparações entre os dois filmes, o ator Jack Huston, intérprete do protagonista, declarou que são duas produções da mesma fonte, mas focos distintos, sendo o primeiro centrado na vingança e este direcionado para a redenção e o perdão. Huston ainda afirmou que esperam que o público tenha uma experiência positiva com este filme e possa sair dos cinemas inspirados pela mensagem do filme.

Já o ator brasileiro Rodrigo Santoro, que recebeu a missão de interpretar ninguém menos que Jesus Cristo, chegou a se emocionar ao relembrar as filmagens da crucificação. De acordo com Santoro, sob um frio excruciante, a demanda física foi absurda. Segundo ele, a intenção dele e do diretor foi fazer um retrato mais acessível e humanizado de Jesus, tentando aproximar as imagens do Jesus histórico do Jesus bíblico.

Quando questionado sobre o que esse trabalho proporcionou de ganho pessoal para o ator, Santoro respondeu que realizar o exercício de “oferecer a outra face” foi um ensinamento de tolerância que por muitas vezes foi limitado por seus próprios instintos. Ele concluiu, portanto, que é necessário estar sempre trabalhando para evoluir em um esforço de sempre poder melhorar.

Para Huston, a figura de Jesus para seu personagem, Ben-Hur, era de apenas um homem que lhe mostrou bondade em um momento de aflição e não de um messias como o conhecemos hoje em dia. Ele se fiz muito orgulhoso de fazer parte deste filme e que a mensagem proposta transcende a barreira do tempo.


Na história, Judah Ben-Hur foi criado com seu irmão adotivo Messala, que é de origem romana. Sentido confuso sobre sua identidade, e mesmo amando a família que o acolheu, Messala decide partir e se alistar no exército de Cesar. Anos se passam e Messala volta a Jerusalém como um oficial militar condecorado e se reúne com sua família num clima de festa e comemoração. Mas um mal-entendido envolvendo um atentado contra o novo governador, Pôncio Pilatos, coloca os irmãos em lados opostos gerando uma trágica jornada de vingança e redenção. Paralelamente, Jesus começa sua obra e seu ministério sublinha a saga de Ben-Hur com grande influência nas escolhas do príncipe transformado em escravo.


Está previsto, também, o lançamento de uma nova edição do livro “Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo”, pela editora Gutenberg, com texto de Carol Wallace, trineta de Lew Wallace autor da obra original publicada em 1880. A intenção dela é dar uma nova roupagem para a trama com intuito de aproximá-la dos leitores atuais.


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