domingo, 17 de janeiro de 2016

STEVE JOBS - REVIEW

Premiado com dois Globos de Ouro no ultimo domingo, “Steve Jobs”, dirigido por Danny Boyle (“Quem Quer Ser Um Milionário”) e estrelado por Michael Fassbender (Franquia “X-Men”)  e Kate Winslet (“O Leitor”),  chega aos cinemas nessa quinta feira, 14 de janeiro. Com roteiro assinado por Aaron Sorkin (“A Rede Social”), o filme marca a terceira vez que a vida do co-criador da Apple é levada às telonas. As outras vezes aconteceram com o fraco “Jobs”, em 2013, com Ashton Kutcher, e “Piratas da Informática”, em 1999.

Uma das premissas dessa cinebiografia era tentar buscar uma forma de quebrar os paradigmas narrativos pertinentes às biografias tradicionais que tendem a ser lineares e obedecer uma ordem cronológica, englobando o máximo de eventos possíveis ocorridos na história de seu objeto. E com uma criatividade ímpar, Sorkin consegue condensar o filme em três eventos chave criando uma fantasia tão convivente quanto original. Os eventos são: em 1984, ao lançar o machintosh; em 1988, ao lançar o NeXT (no hiato em que ficou fora do comando da Apple) e em 1998, ao lançar o iMac (Já de volta à empresa que o consagrou).

Esse recorte de 16 anos da vida de Jobs acaba deixando alguns tópicos de fora, leia-se a fundação da Pixar, seus outros filhos (o foco familiar é na conturbada relação com sua filha mais velha, Lisa Brennan Jobs) e o câncer que encerrou sua vida em 2011. O roteiro foca em estabelecer a identidade profissional e pessoal de Jobs em sua essência e não ser uma biografia convencional que tenta mimetizar o que realmente aconteceu.

Com a história completamente movida por diálogos, “Steve Jobs” pode ser considerada uma produção um tanto difícil para algumas pessoas. Com certeza, não se espera que vá atrair um grande público (o filme fracassou nas bilheterias americanas). Entretanto, o esmero com que Michael Fassbender emprega à sua interpretação valem o valor do ingresso. É com muita dedicação que o ator consegue reconstruir a personalidade vibrante e doentia da mente por trás dos gadgets que dominam o mundo pós século XX.

Além da atuação fantástica de Fassbender, que vem mostrando muito talento em quase todos seus últimos trabalhos (“Shame”, “12 Anos de Escravidão”), o filme ainda traz grandes performances de Kate Winslet, Jeff Daniels e Seth Rogen. Winslet, acabou de levar o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho nesta produção, passando a perna na favorita Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”).  O filme ainda arrebatou o Globo de Melhor Roteiro para Aaron Sorkin.

O grande mérito desse filme é levar com dignidade para os cinemas a vida de um ser tão polêmico quanto genial numa película que faz jus a sua grandiosidade. Mesmo que o resultado final seja um pouco cansativo (apesar dos esforços da edição em deixar o roteiro mais dinâmico), “Steve Jobs” merece ser visto como um tributo e reverência a uma das mentes mais visionárias do mundo moderno.

Confira o trailer:


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