sexta-feira, 7 de agosto de 2015

QUARTETO FANTÁSTICO - REVIEW


Esta semana fui conferir a estreia de “Quarteto Fantátisco”, nova empreitada da Fox em levar para o cinema a história de quatro seres dotados de poderes especiais criada por Stan Lee e Jack Kirby na década de 60.

O que se pode dizer de um filme que já nasceu condenado? Feito dez anos depois da fracassada primeira adaptação que contava com Jessica Alba e Chris Evans no elenco (francamente é o que me lembro) para que a Fox pudesse manter os direitos sobre “Quarteto”, esse filme já vem sendo massacrado pela crítica e os dados divulgados até agora mostram que a galera não foi conferir a produção nos cinemas.

Vamos fazer assim: vou listar os pontos positivos do filme e os pontos negativos, assim você espectador julgará se vale a pena investir seu dinheiro na bilheteria ou se vai esperar passar na TV aberta.

Jogando a favor:

1- Influência do Universo Ultimate: essa versão bebe na fonte explorada com sucesso nos quadrinhos contando com viagens interdimensionais e um elenco mais jovem.

2- Irmãos Storm: os irmãos Sue e Johnny Storm apresentam uma nova dinâmica familiar – Sue é adotada pela família de Johnny que é negro. Originalmente, os dois eram gêmeos. Essa nova interpretação oferece uma visão diferente da relação familiar dos dois.

3- Enfoque: O longa, por ser basicamente um filme de origens, é totalmente calcado em apresentação. Ou seja, é preciso explicar muita coisa para construir uma história. Explorando um viés moderno e focando na base científica, a história é muito mais uma ficção-científica do que um filme de heróis. O que é algo diferente e dá um certo frescor à franquia.

4- Influências: “Scanners – Sua Mente pode Destruir” (1981) e “A Mosca”  (1986), ambos de grande David Cronenberg são refências diretas ao estilo visual e de roteiro adotado pelo diretor Josh Trank.

5- Elenco: Miles Teller (Whiplash), Kate Mara (House of Cards), Michael B. Jordan (Poder Sem Limites) e Jamie Bell (Billy Eliot) são excelentes atores, como provam seus trabalhos anteriores. E são grande destaque do filme. Eles conseguem passar a carga dramática necessária que esse tipo de produção demanda sem comprometer o fato de seus personagens implicarem cenas de luta e ação.

Jogando contra:

1- Dr. Destino: apresentado como um personagem reflexo negativo de Reed Richards (Miles Teller), Victor Von Doom é um cientista prodígio com ares paranóicos e toques ambientalistas (oi?). Um mimimi sobre como os humanos malvados destruiram a Terra e agora eles merecem ser destruídos. Um vilão muito mal construído e muito mal explorado. Um desperdício, onde sua presença nunca se paga.

2- Ritmo: O ritmo é moroso e o espectador pode ficar irritado, olhando para o relógio, esperando uma explosão ou qualquer coisa mais agitada. Justamente por ser um filme introdutório , as cenas de ação ficam reservadas para o final da película e, sinceramente, o confronto final é decepcionante.

3- Roteiro: A estrutura é até bem construída, mas o terceiro ato, onde esperamos o grande clímax, o momento da verdade, a grande revelação é frustrante, e não entrega aos fãs de quadrinhos o que eles querem ver: belas cenas de confronto e luta.

4- Franquia: Esse é um filme claramente executado para ser uma franquia. Por isso, talvez, tenha recebido tantas críticas, pois as pessoas esperam um confronto final épico que acaba não acontecendo. Spoilers a parte, é claro que era de se esperar uma continuação, por isso o esforço tão grande em focar na apresentação dos personagens.

“Quarteto Fantástico” conta, basicamente, a história de cinco jovens (incluindo Victor) que tem que lidar com as consequências de terem sobrevivido a um horrível acidente que os deixaram com sequelas permanentes. É um filme comercial, mediano e de puro entretenimento. Faço votos sinceros de que a continuação pague o que esse filme comprometeu e seja melhor.

Confira o trailer:




Nenhum comentário:

Postar um comentário