quarta-feira, 15 de julho de 2015

HOMEM-FORMIGA – REVIEW

Geralmente os filmes da Marvel são mais conhecidos por suas sequências de ação megalomaníacas, com destruição de cidades inteiras e que, fatalmente, caem em um certo déjà vu de estrutura e imagem. Porém, não é o que acontece com essa produção, prevista para chegar aos cinemas nesta quinta, dia 16 de julho. Ao contrário, a grande sacada deste longa, que encerra a fase dois do universo cinemático da Marvel, é que menos é mais. “Homem-Formiga”, estrelado por Paul Rudd, é um filme divertido, despretensioso e muito bem realizado.

Um dos grandes méritos do filme é se apoiar no carisma natural de Rudd, que entrega um herói simpático e crível, e entender que este é um filme –  literalmente – de proporções diferentes. Seria, por aproximação, mais parecido “Guardiões da Galáxia” (2014), uma história menos conhecida e com menos impacto. Aliás, muito do fato de “Homem-Formiga” ter saído do papel está diretamente relacionado com o desempenho comercial de “Guardiões”, que até sua estreia era uma icógnita se seria bem sucedido ou não.

Scott Lang (Rudd) é um cara que tomou decisões erradas na vida, mas que pelo amor a sua filha está disposto aos maiores sacrifícios, inclusive salvar o mundo. Ok. Pareceu super clichê, certo? Certo! Mas é incrível no que uma premissa narrativa tão batida pode se transformar nas mãos de pessoas sérias e talentosas. Michael Douglas empresta seu brilho ao doutor Hank Pym, o criador da tecnologia que é capaz de reduzir um homem adulto ao tamanho de um inseto. Ele mesmo foi o primeiro Homem-Formiga e, depois de perder sua esposa, a Vespa, ele se afasta de sua única filha para tentar evitar que a fórmula caia em mãos erradas. Antes membro da S.H.I.E.L.D., agora cientista aposentado, cabe ao doutor Pym o treinamento de Scott, que assumirá o posto de herói inseto.

Outro grande acerto do filme são os coadjuvantes. Michael Peña (de “Crash: No Limite”) faz um excelente trabalho e rouba a cena como um parceiro de crimes de Scott. Todas as vezes que Peña aparece como alívio cômico são sensacionais e seu personagem é muito bem aproveitado. Evangeline Lilly (de “Lost”) também entrega uma sólida atuação como Hope Van Dyne, a filha amargurada do dr. Pym.


Uma ressalva, entretanto, é o vilão que não chega  a ser exatamente interessante mas é satisfatório para o que o filme se propõe. Coube a Corey Stoll (mais conhecido de seriados de TV) o papel de jaqueta amarela, que apesar de nas histórias em quadrinhos ser uma dissociação da personalidade do dr. Pym, aqui ele é criado como uma pessoa completamente diferente. Ele é um ex-pupilo de Pym que, movido pela ambição, acaba se separando de seu mentor e investe grande parte da vida na recriação da tecnologia de encolhimento do ser humano para ser usado como soldado.

Em suma, “Homem-Formiga” é um excelente filme de ação, com claro apelo familiar e que competentemente costura o universo Marvel sem cair no ridículo. Destaque para o 3-D deste filme que está muito bem feito e faz diferença para o resultado visual final. 

Veja o trailer:


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