quarta-feira, 29 de julho de 2015

D.U.F.F. - REVIEW


Mae Whitman (a Mary Elizabeth de “As Vantagens de Ser Invisível”) tem 27  anos e por algum motivo continua interpretando adolescentes. Tirando esse detalhe, a mocinha é uma boa atriz, tendo estreado nas telonas fazendo uma das filhas de Meg Ryan em “Quando Um Homem Ama Mulher”, aos cinco anos. De lá pra cá, poucas foram as suas oportunidades, sempre designada para papéis menores. Mas, é com "D.U.F.F", que estreia no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) nesta quinta-feira, 30 de julho, que Mae tem a chance de brilhar como protagonista.

"Designada Amiga Feia e Gorda" seria uma tradução livre para a sigla que dá título ao filme (Em inglês Designated Ugly Fat Friend). Essa “amiga” seria a pessoa menos atraente de um grupo, que funciona como uma espécie de “porteira”, decidindo quem deve se aproximar de suas amigas bonitas. Por a DUFF não ser tão bonita, não é intimidadora portanto mais fácil de se aproximar. “A fulana está saindo com alguém?” ou “A ciclana falou de mim hoje?” são as perguntas que uma DUFF tem que responder. Apesar de no caso do filme ser aplicada a garotas, a sigla pode ser análoga em qualquer grupo social. 

Explicado o significado da infame sigla, vamos para a história propriamente dita. Bianca está no último ano do ensino médio quando descobre que é a DUFF de suas amigas. Completamente alheia a essa segmentação social, a moça nunca tinha se importado com aparências e status, até, é claro, se interessar por um garoto. Aí ela pede ajuda para Wesley (Robbie Amell), ex-amigo de infância que agora é cara mais popular do colégio, mas que foi a pessoa que contou que Bianca era vista como DUFF por toda a escola.

Já que o bonitão está encrencado com suas notas baixas, Bianca oferece a barganha de ajudá-lo com seu rendimento escolar se ele aconselhá-la como se vestir e se portar num encontro. Não é difícil imaginar o final, mas, apesar de ser um tanto previsível, o filme vale pela mensagem e pela proposta. 


Uma história criativa que consegue fugir, em parte, do lugar comum dos filmes adolescentes em geral e se aproveita com qualidade das mensagens já transmitidas em “Meninas Malvadas” e “Nunca Fui Beijada”. Além das referências óbvias e diretas ao filmes de John Hughes, falecido mestre cineasta na categoria de produzir filmes para essa faixa etária. O ganho deste filme é, justamente, desconstruir alguns arquétipos já conhecidos de “tribos” adolescentes e apostar na autenticidade, abraçando o mote do “seja você mesmo”. 

Destaque para Ken Jeong que foge - um pouco - do tipo caricato e gritão que o consagrou em "Se Beber Não Case", e interpreta um professor excêntrico que garante ótimos momentos no filme. 

Veja o trailer aqui: 



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