segunda-feira, 6 de julho de 2015

CIDADES DE PAPEL - REVIEW

Quando o filme "A Culpa é das Estrelas" estreou no ano passado, o autor John Green não só passou a ser conhecido mundialmente (antes sua fama era mais restrita a sua fan base) mas também ficou claro que seus próximos trabalhos seriam seguidos de grande expectativa. "Cidades de Papel", próxima adaptação cinematográfica baseada em sua obra, estreia nesta quinta, 09/07, com a missão de ser tão popular quanto seu predecessor. 

A responsabilidade de  interpretar a mítica protagonista, ficou para a modelo britânica e sobrancelhuda Cara Delevingne. Ela contracena com Nat Wolff que, por sua vez, já teve um papel secundário em "A Culpa é das Estrelas". Cara é a melhor descoberta desse filme. Ela consegue imprimir um tom sólido de mistério e ambiguidade que marcam a personalidade de Margo, um misto de musa e fora da lei, idealizada pelo tímido Quentin (Wolff). 

Quentin e Margo são amigos desde pequenos. A menina sempre foi a paixão do rapaz que, apesar do distanciamento nos anos seguintes, nunca deixou de admirá-la. Os jovens acabam separados, também, pela rígida casta social que é imposta nas escolas americanas, sendo Margo a popular e Quentin, o nerd. Uma noite, Quentin é surpreendido por Margo em sua janela, que lhe pede ajuda em uma vingança contra alguns amigos que a traíram. Os dois passam a parte da noite  executando o plano de revanche da moça, o que resulta numa reaproximação entre eles.

O rapaz pensa que finalmente terá alguma sorte com sua amada. Entretanto, para sua surpresa, Margo desaparece no outro dia deixando para Quentin somente algumas pistas do que poderiam ser o seu paradeiro. Motivado por seu coração romântico e pela certeza que Margo espera por ele, Quentin embarca numa road trip com seus amigos em busca de Margo. 

Engana-se quem pensa que este filme é sobre a relação de Quentin e Margo. Ao contrário, é sobre amizade, amadurecimento e autoconhecimento. É sobre o quanto é difícil o ingresso na vida adulta e como é importante a compreensão que mudanças fazem parte da vida. A beleza da literatura de John Green é como ele consegue alcançar o público adolescente sem apelar para clichês e estereótipos, tratando-os com o devido respeito, sem menosprezar sua inteligência. 

Green não chega a alcançar a profundidade dramática e a complexidade de construção de personagem conseguida por Stephen Chbosky em "As Vantagens de Ser Invisível", por exemplo, mas, guardadas as proporções "Cidades de Papel" é uma das poucas obras que fala tão bem sobre e para essa faixa etária. 

Assista o trailer:


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