quinta-feira, 18 de junho de 2015

DIVERTIDAMENTE - REVIEW

Mais uma produção da Pixar chega aos cinemas esbanjando criatividade e inovação. E não estou falando de inovações tecnológicas e sim de caráter narrativo. É a complexidade do roteiro e suas nuances que são a melhor coisa de "DivertidaMente". Uma trama inteira centrada na cabeça de uma menina de onze anos, que usa suas emoções como personagens, é uma premissa um bocado diferente do que temos visto por aí. 

Na história, alegria, tristeza, medo, raiva e nojinho são as emoções bases de todos os seres humanos e a nossa cabeça é o centro de comando onde eles "operam" nossa criatividade, nossa memória e nossas reações às mudanças impostas pela vida. No caso de Riley, suas emoções perdem o controle diante da realidade de uma mudança de cidade (seus pais resolvem se mudar de Minnesota para São Francisco). Além disso, a alegria e a tristeza se perderem do resto do grupo. Imagine uma pré-adolescente regida somente por medo, raiva e nojo? (essa sou eu toda segunda feira de manhã rs)

A dinâmica entre as emoções é criada de acordo com o próprio desenvolvimento de Riley. A alegria é uma líder nata (também foi a primeira a chegar). A tristeza é a deslocada, pois os outros não entendem muito bem o que ela faz ou para que ela serve. Depois de reviravoltas no subconsciente de Riley, aprendemos que a tristeza tem sua função e importa tanto quanto os outros sentimentos.

Só a Pixar seria capaz de executar tão bem um conceito tão original como esse, afinal, graças ao estúdio, conseguimos amar um ratinho que cozinha, brinquedos que interagem, robôs que se apaixonam e a vida prosaica de um casal de velhinhos. "DivertidaMente" pode não ser o melhor longa da Pixar (esse é o décimo quinto), mas com certeza é o mais ousado. 

Confira o trailer: 


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