terça-feira, 19 de maio de 2015

FILME REVIEW: CRIMES OCULTOS


A época em que a União Soviética foi governada por Stalin ficou conhecida como um dos períodos mais sombrios da história da humanidade. Milhares de pessoas foram levadas à morte por inanição devido à intensa falta de recursos. No filme “Crimes Ocultos”, que estreia no dia 21 de maio em todo país, acompanhamos a história de um menino que, após perder os pais para a fome, encontra sua redenção na Segunda Guerra quando torna-se herói condecorado e, depois, converte-se em oficial do governo.

Tom Hardy é Leo Demidov, que vai de oficial perseguidor de traidores da pátria a perseguido como se ele mesmo fosse culpado do mesmo crime. Quando sua esposa Raissa (Noomi Rapace, em outra grande performance) aparece como possível espiã e Leo recusa-se a denunciá-la, ele perde sua posição e é transferido para um cargo menor, em uma cidade bem afastada.

Paralelamente, acompanhamos os esforços de Leo para desvendar uma série de assassinatos em uma nação que julga este crime como uma “doença capitalista”. Obedecendo à máxima onde “Não há assassinatos no paraíso”, Leo é forçado a mentir a natureza da morte de uma das vítimas – seu afilhado – para o pai do menino. Atormentado por esse fato, e mesmo depois de sua tragédia pessoal, Leo segue determinado a desvendar o caso desse criminoso em série.

Essa história é baseada nos eventos descritos no livro homônimo, de Tom Rob Smith, onde Andrei Chikatilo foi o responsável pela morte de dezenas de mulheres e crianças, entre 1978 e 1990 (duas décadas depois da época em que se passa o filme). Dirigido por Daniel Espinosa, a produção garante um bom suspense na maior parte do tempo, o que quase nos permite esquecer o fato dos atores usarem um carregado e desnecessário sotaque russo.O talento e a presença de Tom Hardy é outro fator que pesa a favor desta produção que não teve bom desempenho nas bilheterias americanas.

Entretanto, mais do que um filme de crime e suspense, “Crimes ocultos” é, na verdade, um filme que trata de sobrevivência. Em outras palavras, até que ponto o ser humano se permite a toda sorte de abusos para se manter vivo.  Adicione a esse contexto, a intensa propangada soviética, a massificação do medo e uma burocracia corrupta onde o crimes como os descritos nessa história são ignorados por uma falácia governamental. 

Confira o trailer:


Um comentário:

  1. Adoro filmes com enredo histórico, dá um toque muito particular à história.

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